Tudo sobre veículos & Cia.

José Carlos Couto

Publicitário e especialista em automobilismo com formação em Mecânica pelo SENAI-SP. Criador nos anos 90 da REVISTA FORA DE SÉRIE, primeira revista a tratar do mundo dos veículos fora de série. Lançou no mercado o JORNAL FOTOCLASSIFICADO, primeiro periódico no país com anúncios de veículos com fotos. É profundo conhecedor e estudioso de assuntos relacionados ao mundo dos automóveis e derivados da indústria automotiva.

O CARRO NOVO CONSOME MAIS COMBUSTÍVEL!

 

Até chegar à mão do futuro dono, o veículo novo terá rodado muito pouco. Então, o propulsor ainda novinho, mantém muito do ajuste feito na linha de produção, quando foi montado por operários ou máquinas utilizando-se as medidas padronizadas e apenas com lubrificação para facilitar o encaixe das peças. O óleo lubrificante utilizado também foi pouco usado e não pode ajudar a reduzir o atrito maior depois que o propulsor novo começa a funcionar.

AMACIAMENTO DO MOTOR

Os anéis de pistões, em especial, exercem maior pressão sobre os cilindros e isso força o motor. Da mesma forma, bronzinas (casquilhos), rolamentos e outros componentes móveis do propulsor também não estão com a devida folga para um funcionamento suave. Trata-se de um desgaste natural que só pode ser obtido após o chamado amaciamento do motor. De acordo com o recomendado pelo fabricante, esse período varia de 1.000 km a 3.000 km. Geralmente essa informação vem no manual do proprietário.

 

Nesse amaciamento do motor, o consumo pode ficar mais alto que o esperado, mas não de forma exagerada, geralmente não mais do que 20%. Mas, se for muito excessivo, é recomendado ao proprietário buscar a assistência técnica para verificar se não existe uma anormalidade no funcionamento geral do veículo, já que pode nem ser de fato o próprio motor a origem do consumo excessivo.

 

NÃO É SÓ O MOTOR QUE INFLUI NO CONSUMO.

Como se vê, há mais do que simplesmente poupar o motor. Mas por que? Isso é devido ao fato – já citado acima – de que não é somente o motor que pode influenciar no consumo mais alto de carros novos. Nesse período de amaciamento, até a injeção eletrônica mapeia e memoriza as características de condução do proprietário, o que facilita bastante o gerenciamento do consumo de combustível. Embora não pareça, a transmissão também precisa de cuidados nos primeiros km de vida, mais especificamente os manuais, que ficarão mais suaves nos engates após 300 km rodados.

FREIOS E PNEUS TAMBÉM

Outro item importante nesse período – que para quem já efetuou a troca é familiar – é o sistema de freios do veículo novo. Discos e pastilhas novos não conversam imediatamente e o relacionamento só vai ficar ideal após algum tempo.

O mesmo serve para outros componentes do carro novo. Pneus, por exemplo, necessitam de uma quantidade de km rodados para trabalharem de forma mais eficiente em termos energéticos. Isso geralmente não passa de 500 km. Manter a calibração do material rodante em dia e de acordo com as especificações do fabricante, ajudam a preservar a segurança e também a economia de combustível.

SIGA O MANUAL DO VEÍCULO

Com isso, o amaciamento de forma geral ajuda a reduzir o consumo excessivo de início para um nível aceitável, já estimado pelo fabricante, mas que agora é de responsabilidade do Inmetro. Apesar disso, cada montadora sabe exatamente o que seu produto faz após o período de amaciamento, mesmo em relação ao consumo. Por isso, após a compra do veículo, é necessário tirar um tempo livre e ler o que o manual do proprietário do carro está recomendando.

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