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Milho pode produzir seu próprio nitrogênio

Ilustrativo Pixabay

Pesquisadores da Universidade da Califórnia em Davis (UC Davis) identificaram uma variedade de milho nativo em Oaxaca, no México, que pode adquirir uma quantidade significativa de nitrogênio (até 80%), cooperando com bactérias em raízes aéreas. De acordo com os cientistas, esse fato poderia ajudar pesquisas futuras para reduzir o uso de fertilizantes na agricultura.  

Essa variedade consegue captar de 29% a 82% de seu nitrogênio do ar, em vez de fertilizantes, produzindo um "muco" açucarado que emana de raízes aéreas, que crescem a partir da superfície, e que atrai bactérias que podem transformar o nitrogênio do ar em uma forma utilizável pela planta. Segundo Alan Bennett, um dos professores responsáveis pelo estudo, a ideia não é relativamente nova, mas é difícil descobrir definitivamente como isso pode ser usado na agricultura.   

"A ideia de que as variedades locais isoladas de milho podem ser associadas com bactérias fixadoras de nitrogênio não é nova, mas tem sido difícil identificar tal variedade e demonstrar que esta associação de fixação de nitrogênio contribui efetivamente para a nutrição com nitrogênio da planta. Nossa equipe de pesquisa interdisciplinar está trabalhando nisso há quase uma década.", explica.   

Os cientistas explicaram que o feijão e outras leguminosas já têm estabelecido relações benéficas com as comunidades de bactérias que fornecem nitrogênio, mas milho e outras culturas de cereais não possuem estas relações simbióticas. “Assim, os fertilizantes comerciais que são necessários para o cultivo do milho são provenientes de combustíveis fósseis e sua produção intensiva utiliza cerca de 1 a 2% do suprimento global de energia”, finaliza.

 
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