Política

Vereadores de Cafelândia investigam denúncias contra presidente do legislativo

Em noite de lua minguante o clima nebuloso deu o tom da sessão ordinária da Câmara Municipal de Cafelândia, realizada na segunda-feira (12), por conta da principal e polêmica pauta a ser votada: a formação de uma Comissão Processante de Investigação para apurar denúncia, contra o vereador e presidente do legislativo, Rodrigo Jair Dienfenthaler (MDB) por falta de decoro parlamentar.
Colocado em votação, a CPI foi aprovada por seis votos a zero, já que neste caso o presidente da Câmara não poderia votar. A CPI terá 90 dias para investigar os fatos e analisar da continuidade ou não do processo para possível cassação de mandato do presidente da Câmara. A CPI ficou constituída por três vereadores, tendo Solange Koellher (PT) como presidente, Charles Rolilng (DEM), como relator e Osni Eising (MDB) como membro da Comissão.
Antes da votação para a formação ou não da CPI, o presidente, Rodrigo, fez uso da palavra em plenário e se defendeu das acusações, dizendo que isso tem sido uma manobra perniciosa do presidente do PDT, Clair Spanhol, que entrou com o pedido de investigação na Câmara através do diretório municipal. Em sua defesa, Rodrigo nega qualquer envolvimento pelas acusações que tem sido direcionada a sua pessoa, por conta de agressões física contra o vereador Dil, afirmando que tem trabalhado para trazer benfeitorias ao município através de projetos e verbas com deputados que ele é aliado. O presidente da Câmara fez severas críticas ao empresário e presidente do Sintrascoop, Clair Spanhol de forma dura e garantiu que sua inocência será provada, lembrando aos demais vereadores que a partir de então ele estaria na mão da CPI e que poderia perder o mandato assim como já perdeu seu emprego de 25 anos na cidade.
De acordo com a vereadora e presidente da CPI, Solange, os vereadores vão trabalhar de forma imparcial para manter a dignidade da casa de leis. Ela afirma que esse processo não tem nada de pessoal e já que houve uma denúncia, que cabe a Câmara investigar independente de quem quer que seja. Solange garante que nesses 90 dias, serão feitas todas análises documentais e investigações referente a representação protocolada e que, se forem confirmadas, a cassação do mandato será feita de forma legal, assim como também, se nada for comprovado, a inocência será dada ao presidente da Câmara, o qual conta com amplo direito e espaço para se defender durante o processo. A vereadora disse que os trabalhos já começam nesta semana com uma primeira reunião da CPI agendada.
A representação foi protocolada pelo diretório do PDT, na semana passada, à mesa diretora da Câmara Municipal de Cafelândia e consta de um documento assinado em 15 de fevereiro de mais de 20 páginas. Essa representação foi possível por conta do partido ter um representante no legislativo, que é Adilson Alves Garcia, o popular Dil. A documentação cita entre os fatos, que o presidente da Câmara, Rodrigo estaria envolvido no atentado contra o vereador Dil, o qual foi agredido fisicamente por um meliante. Segundo o documento, que cita inclusive gravações de áudio e postagens em redes sociais, acusa o vereador Rodrigo, presidente da Câmara de estar em comparsa com criminosos/agressores e que ainda tentou abrandar as acusações desses comparsas junto a polícia, dando conta de que teria poder para induzir certos policiais de abafar o caso.
Agora, durante 90 dias, a cidade vai vivenciar momentos de expectativas durante o processo de investigação, porém, o vereador Rodrigo continua sendo o presidente da Câmara e trabalhando normalmente, da mesma forma o vereador Dil. Eles só não vão poder participar das votações referente a CPI recém instaurada. Caso o presidente seja cassado, esse seria o primeiro caso na história do legislativo cafelandense.

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