Tudo sobre veículos & Cia.

José Carlos Couto

Publicitário também formado em Economia pela PUC-SP é especialista em automobilismo com formação em Mecânica pelo SENAI-SP. Criador nos anos 90 da REVISTA FORA DE SÉRIE, primeira revista a tratar do mundo dos veículos fora de série. Lançou no mercado o JORNAL FOTOCLASSIFICADO, primeiro periódico no país com anúncios de veículos com fotos. É profundo conhecedor e estudioso de assuntos relacionados ao mundo dos automóveis e derivados da indústria automotiva.

POR QUE COMPRAR UM CARRO NOVO SAI MAIS CARO?

 

POR QUE COMPRAR UM CARRO NOVO SAI MAIS CARO?

Como se pode notar, um dos maiores custos ao longo dos anos é a depreciação do carro. A depreciação corresponde à diminuição do valor dos carros, resultante do desgaste pelo uso.

A depreciação nos primeiros anos é mais acentuada, sendo a do primeiro ano a maior de todo o período. “É aquilo que costumamos falar: ‘o carro sai da concessionária e já desvaloriza cerca de 20%’”, diz. Isso pode explicar por que a depreciação é menor quando o mesmo carro é mantido com o mesmo dono por mais tempo por exemplo uns  10 anos.

Os impostos massacram.

Os impostos são mais caros para carros novos.  No Brasil paga-se mais imposto pelos veículos mais novos; é ilógico, mas é o que encontramos no nosso sistema. O DPVAT, que é o seguro obrigatório e o licenciamento, ambos cobrados anualmente, não variam de acordo com o carro e o tempo de uso, apenas com o estado. Já o IPVA é cobrado anualmente e varia entre 1% e 6% sobre o valor de mercado do veículo, dependendo do estado. Assim, ao longo dos anos, o imposto vai diminuindo conforme é reduzido o valor de mercado do carro. Por isso, os impostos em carros novos acabam mais caros.

Chega a vez do seguro.

Assim como nos impostos mesma lógica vale para os seguros, como o valor do seguro é definido sobre o preço do carro – já que em caso de sinistro a seguradora paga a cobertura correspondente ao valor de cada veículo – com o passar dos anos, o valor tende a diminuir. Enquanto na compra de um novo carro, o valor será cobrado proporcionalmente ao preço do veículo novo e, portanto, será mais alto.

Isto é uma hipótese. Se o carro sofrer um acidente, por exemplo, e o motorista precisar acionar o seguro, no ano seguinte o perfil de risco do motorista se modificará e isso pode implicar em aumento do valor cobrado pela seguradora. Nesse caso, mesmo que o valor de mercado do carro sofra uma redução, o valor do seguro pode aumentar.

Algumas seguradoras não diminuem o valor do seguro no primeiro ano, mas apenas depois de dois ou três anos. “A seguradora pode cobrar por exemplo 5% do valor do carro pelo seguro, mas no outro ano, quando o valor do carro diminui, ela continua cobrando a mesma taxa, mesmo que a porcentagem de 5% sobre o valor do carro diminua com a depreciação do veículo.

Quando chega a hora da manutenção o usado perde um pouco.

A manutenção e as revisões são os únicos gastos que são maiores se o consumidor ficar com o mesmo carro durante 10 anos, em vez de trocá-lo depois de cinco anos.

A diferença não é tão grande pois parte dos itens do carro são trocados anualmente, seja no carro novo ou no carro com mais tempo de vida, como o filtro de ar, o filtro de combustível, os limpadores de para-brisa e outros. No entanto, obviamente, existem alguns gastos com manutenção que podem ser necessários em um carro com oito anos de uso e não o são em um carro com três ou quatro anos de uso. Itens como embreagem, amortecedores, por exemplo, dependendo do tipo de uso do carro, podem ser trocados apenas depois de cinco anos de uso.

 Modo de dirigir e tipo de uso interferem nos gastos.

Dependendo do modo como o motorista usa o veículo e os locais onde ele costuma dirigir, os custos com manutenção podem variar. Uma dirigibilidade mais agressiva pode gerar mais custos para o carro, enquanto um motorista mais prudente pode postergar alguns de seus gastos. E um carro que é usado na cidade, por exemplo, terá mais desgaste do que um carro usado em uma cidade do interior. Uma cidade com trânsito leva o motor a trabalhar enquanto o carro está parado, por exemplo, e isso gera um desgaste maior do óleo e do motor.

Por fim, os gastos com pneus são os únicos que não se alteram, seja para um carro usado por mais tempo, quanto para um carro mais novo. Isto porque, o desgaste ocorre segundo o nível de uso e não com a vida útil do carro.

Fonte: Portal Exame.

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