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Educação Aulas

Decreto estadual propõe volta às aulas mas não prevê consequências

Apesar do grande avanço da área da Saúde nas últimas semanas, que trouxe a alternativa de uma vacina eficaz para o país, os cuidados ainda devem ser tomados.

22/01/2021 15h25 Atualizada há 3 meses
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Por: Giovanna Trevelin Fonte: Giovanna Trevelin - Jornal Integração
foto: Pixabay
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Nesta última quarta-feira (20) o Governo do Paraná publicou um decreto que autoriza a volta presencial das aulas em escolas estaduais públicas e privadas, além das universidades públicas do Estado.

Em decorrência da pandemia provocada pelo novo coronavírus, as aulas presenciais foram suspensas no dia 20 de março do ano passado, até então sem previsão para retorno. O decreto estadual, publicado nesta semana, prevê a volta do ensino presencial para o dia 18 de fevereiro, dando início ao ano letivo de 2021 em um formato híbrido: aulas presenciais e por via remota. O modelo híbrido pretende funcionar através do revezamento entre os alunos.

Pela proposta, um grupo de estudantes acompanha a aula presencialmente, na escola, e os outros alunos da turma participam da mesma aula, simultaneamente, de maneira remota. As turmas serão divididas, conforme a capacidade de cada sala em receber alunos, com a intenção de obedecer o distanciamento entre eles. Segundo a secretaria, os estudantes que não têm a tecnologia necessária para acompanhar as aulas em casa terão preferência em ir à escola.

Os colégios deverão seguir cuidados de higiene, com disponibilidade de álcool em gel, obrigatoriedade do uso de máscaras e distanciamento.

Em dezembro, durante o anúncio do modelo, o secretário Renato Feder afirmou que a participação dos alunos no sistema híbrido não será obrigatória.

Segundo as recentes disposições do Decreto Estadual publicado nesta semana:

“O GOVERNADOR DO ESTADO DO PARANÁ, no uso de suas atribuições, e o contido no protocolo nº 17.249.387-4,

DECRETA:

Art. 1º Altera o caput do art. 8º do Decreto nº 4.230, de 16 de março de 2020, que passa a vigorar com a seguinte redação:

Art. 8º Fica autorizada a retomada das aulas presenciais em escolas estaduais públicas e privadas, inclusive nas entidades conveniadas com o Estado do Paraná, e em Universidades públicas e mediante o cumprimento do contido na Resolução 632/2020 SESA.

Art. 2º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Curitiba, em 20 de janeiro de 2021, 200° da Independência e 133° da República.”

A publicação determina ainda que a retomada deve seguir uma resolução da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) que determinou medidas sanitárias para o enfrentamento da pandemia.

Momento inoportuno

Apesar do grande avanço da área da Saúde nas últimas semanas, que trouxe a alternativa de uma vacina eficaz para o país, os cuidados ainda devem ser tomados.

O contato recorrente entre as crianças, e possíveis descuidos destas em relação aos cuidados básicos de higiene para a prevenção do vírus, pode atuar de forma determinante no aumento do número de casos e mortes em decorrência do Coronavírus no Estado do Paraná.

Estudantes, de todas as idades, podem acabar se contaminando e, assim, transmitindo a doença para pessoas de risco as quais têm contato frequente. O Sistema de Saúde se encontra em uma situação de calamidade pública, em relação a ocupação de leitos e de insumos. Pensar nesse quadro é essencial ao se tomar uma decisão que promove aglomeração diária, mesmo com possíveis medidas de segurança sanitária.

Além disso, o acesso às aulas, por via remota, traz diversas problemáticas a respeito da condição social dos estudantes, que, na maioria das vezes, não têm um contexto propício para participar das aulas por via remota, nem mesmo os aparelhos digitais necessários para isso. Estes alunos não deveriam ter, como única opção à falta de acesso às aulas remotas, a exposição a doença por via das aulas presenciais.

A carga horária dos professores e professoras também é um fator de extrema importância nessa dinâmica. As aulas por meio digital já alteraram o modo como a profissão é exercida. O ensino híbrido propõe uma flexibilização de horário e disponibilidade aos profissionais da educação, que ainda contam com pouca valorização profissional por parte do Estado e um salário inversamente proporcional a demanda de trabalho dos educadores. Isso pode trazer consequências pessoais, sociais e educacionais negativas, tanto para os profissionais, quanto para o sistema educacional e para os alunos e alunas.

É relevante abordar criteriosamente esses problemas que a volta às aulas presenciais, em um contexto que permanece pandêmico, pode provocar. Todo cuidado ainda deve ser levado em conta, a análise de cada um desses fatores deve ser feita de forma única e responsável. 

 

 

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