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Economia Unioeste

Pesquisa aponta alta da cesta básica no Sudoeste do Paraná

Segundo o Diesse, o custo dos alimentos de primeira necessidade para as refeições de uma pessoa adulta teve alta em 13 das 17 capitais pesquisadas.

16/02/2021 08h39
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Por: Giovanna Trevelin Fonte: Mara Vitorino, com GEPAD./Unioeste
foto: Assessoria de Comunicação Social
foto: Assessoria de Comunicação Social

A alta de preços da cesta básica de alimentos registrada em 13 capitais brasileiras, de dezembro de 2020 a janeiro de 2021 pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), também foi  constatada no Sudoeste do Paraná. É o que aponta estudo da Universidade Estadual do Oeste (Unioeste), pelo Grupo de pesquisa em Economia, Agricultura e Desenvolvimento, do curso de Ciências Econômicas (GPEAD), Campus de Francisco Beltrão.  

O Grupo tem parceria com  Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Campus de Dois Vizinhos e Faculdade CESREAL, de Realeza. O estudo é realizado  em Dois Vizinhos, Francisco Beltrão, Pato Branco e Realeza, dados divulgados simultaneamente aos do Dieese. 

Compõem a cesta básica: carne, leite, feijão, arroz, farinha, batata, legumes (tomate), pão francês, café em pó, frutas (banana), açúcar, banha/óleo e manteiga. 

Segundo o Diesse, o custo dos alimentos de primeira necessidade para as refeições de uma pessoa adulta teve alta em 13 das 17 capitais pesquisadas. As maiores foram s em Florianópolis (5,82%), Belo Horizonte (4,17%) e Vitória (4,05%).  As reduções de valor da cesta ocorreram em: Natal (-0,94%), João Pessoa (-0,70%), Aracaju (-0,51%) e Fortaleza (-0,37%).  

Em janeiro de 2021, houve alta nos preços da carne, da banana, da batata, do feijão e da carne, conforme pesquisa do Dieese. Já nas cidades pesquisadas pelo GPEAD, o comportamento dos preços foi semelhante ao observado nas capitais, com destaque para açúcar, a batata, o tomate, o feijão, a farinha de trigo e o tomate.  

No sudoeste do Paraná, a análise é realizada em quatro cidades: Dois Vizinhos, Francisco Beltrão, Pato Branco e Realeza,  desenvolvida pelo GPEAD e instituições parceiras. Os dados da pesquisa constataram que,  no período, redução no valor da cesta em Dois Vizinhos (-3,79%), Pato Branco (-1,07%) e Realeza (-0,05%). Em Francisco Beltrão, houve alta de (2,9%).  

O preço mais elevado foi o de Francisco Beltrão, R$ 508,88, seguid por Realeza, R$ 484,76, Pato Branco, R$ 479,10, e a de menor custo foi a de Dois Vizinhos, R$ 464,57 (veja tabela). 

O estudo mostra que o salário mínimo nacional, tanto o bruto quanto o líquido, em janeiro, são insuficientes para assegurar a aquisição da cesta básica familiar, tanto para as cidades pesquisadas pelo GPEAD quanto para as demais localidades selecionadas. Se observada o que determina a Constituição Federal, para a manutenção de uma família de quatro pessoas, o salário mínimo deveria ser de: R$ 3.902,86, em Dois Vizinhos; R$ 4.275,11 em Francisco Beltrão; R$ 4.024,92, em Pato Branco e R$ 4.072,47, em Realeza.  

Conforme o levantamento cesta básica mais cara do país foi a de São Paulo, R$ 654,15. Com esse valor, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas, com dois adultos e duas crianças, deveria corresponder a R$ 5.495,52, o que representa 5,0 vezes o mínimo vigente de R$ 1.100,00.  

O cálculo com a alimentação para uma família de tamanho médio (dois adultos e duas crianças – considerando que duas crianças correspondem a um adulto) exige a multiplicação do valor monetário da cesta básica individual por três 

O levantamento traz valores da cesta básica em equiparação ao salário mínimo bruto (R$ 1.100,00) e líquido (R$ 1.017,50) e ainda estima os valores necessários, em janeiro, para as cidades de Dois Vizinhos, Francisco Beltrão, Pato Branco e Realeza.  

Os pesquisadores do GPEAD, elucidam “que com relação ao salário mínimo necessário é importante esclarecer que ele expressa o quanto monetariamente seria preciso para que os trabalhadores residentes nas cidades pesquisadas e demais localidades selecionadas, a partir da pesquisa do Dieese, pudessem satisfazer a todas as demandas familiares previstas constitucionalmente, quais sejam “[...] moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social”.  

Jornada de trabalho 

A jornada de trabalho necessária para adquirir os produtos da cesta básica é proporcional às variações do valor mensal da cesta. Em janeiro de 2021, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica individual foi de 92 horas e 55 minutos, em Dois Vizinhos; de 101 horas e 47 minutos, em Francisco Beltrão; de 95 horas e 42 minutos, em Pato Branco e de 96 horas e 57 minutos, em Realeza.  

Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social (7,5%), o trabalhador de Dois Vizinhos, Francisco Beltrão, Pato Branco e Realeza, remunerado pelo piso nacional, comprometeu com a aquisição da cesta básica a seguinte proporção da sua renda, 45,66%, 50,01%, 47,09% e 47,64%, respectivamente.  

O valor médio da carne bovina de primeira registrou alta em 14 capitais com variação entre 0,17%, em João Pessoa, a 6,00%, em Curitiba. As reduções de preço foram em: Natal (-2,41%), Aracaju (-2,25%) e Fortaleza (-0,79%). Nas cidades pesquisadas no Sudoeste, o preço da carne aumentou em Francisco Beltrão, 5,83%. Por outro lado, Dois Vizinhos, Pato Branco e Realeza tiveram reduções de (-7,17%), (-1,33%) e (6,15%), respectivamente. Segundo o Dieese, “a baixa disponibilidade de animais para abate no campo e a demanda externa elevada resultaram em aumentos de preço”.  

O preço médio do quilo do açúcar aumentou em 15 das 17 cidades pesquisadas pelo Dieese com destaque para Florianópolis (12,58%), Campo Grande (11,44%) e João Pessoa (7,19%). Na pesquisa do GPEAD, o preço do açúcar aumentou em Dois Vizinhos (2,77%) e Francisco Beltrão (0,86%). As reduções de preço foram observadas em Pato Branco (-2,37%) e Realeza (-0,13%). Para o Dieese, “o volume ofertado foi menor por causa da entressafra e da pressão das usinas para segurar a cotação, o que explica a alta no varejo”.  

O preço médio do feijão preto apresentou comportamento de alta. Pesquisado nas capitais do Sul, em Vitória e no Rio de Janeiro, aumentou em todos esses locais - com destaque para Florianópolis (4,82%), Rio de Janeiro (1,85%) e Vitória (1,85%). Nas cidades do Sudoeste, o preço do feijão preto aumentou em Francisco Beltrão (0,63%), Pato Branco (1,47%) e Realeza (8,83%). Em Dois Vizinhos houve queda no preço (-3,79%). Segundo o Dieese, “problemas climáticos acarretaram redução da disponibilidade de feijão e alta nos preços. Parte da oferta de feijão preto foi garantida por grão importado”.  

Já o preço médio do quilo da batata, pesquisada nas capitais do Centro Sul, indicou aumento em 9 das 10 capitais. As altas oscilaram entre 3,23%, em Curitiba, e 18,60%, em Goiânia. A retração foi registrada em Campo Grande (-10,71%). Nas localidades pesquisadas pelo GPEAD, o preço médio da batata aumentou em três cidades Dois Vizinhos (1,47%), Francisco Beltrão (12,68%) e Pato Branco (9,06%). Em Realeza houve redução de (-8,86%). A oferta reduzida, com o fim da colheita de inverno, elevou os preços do tubérculo.  

O arroz parabolizado apresentou redução de preços nas cidades pesquisadas no sudoeste do Paraná, com exceção de Realeza que apresentou alta de (8,01%). O litro de leite, por sua vez, apresentou queda de preços em todas as localidades pesquisadas pelo GPEAD, exceto Realeza onde ocorreu alta de 11,62%.  

 

 

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