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‘Ódio e nojo à ditadura’: período histórico deve ser lembrado para nunca mais se repetir

Os militares destituíram o Presidente João Goulart através de um golpe militar e instauraram uma ditadura sangrenta que matou e torturou mais de 20 mil brasileiros.

31/03/2021 16h16 Atualizada há 1 mês
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Por: Giovanna Trevelin Fonte: Redação Hypeness
Não podemos esquecer. Não podemos permitir que isso aconteça novamente. Não devemos desrespeitar o princípio básico de nossa constituição: a democracia. Foto: Célio Azevedo/Agência Senado
Não podemos esquecer. Não podemos permitir que isso aconteça novamente. Não devemos desrespeitar o princípio básico de nossa constituição: a democracia. Foto: Célio Azevedo/Agência Senado

Há 57 anos, o Brasil entrava no pior momento de sua história. Os militares destituíram o Presidente João Goulart através de um golpe militar e instauraram uma ditadura sangrenta que matou e torturou mais de 20 mil brasileiros. O Brasil só saiu do momento mais sombrio de sua república em 5 de outubro de 1988, quando o Presidente da Assembleia Constituinte, Ulysses Guimarães (PMDB), promulgou a lei maior que restabeleceu a plenitude da democracia representativa em nosso país.

Vivemos momentos estranhos. Na ordem do dia de hoje do Governo Federal, o Ministro da Defesa, General Walter Braga Netto, afirmou que o povo brasileiro deveria “celebrar” o golpe de 1964. O presidente Jair Bolsonaro também é um vocal defensor do período histórico que perseguiu opositores e cometeu crimes bárbaros contra os direitos humanos.

Mas o Doutor Ulysses, como era conhecido, tem um recado a essa nova leva de políticos. Ele, que lutou contra a ditadura, fez um imponente discurso durante a promulgação na Constituição de 1988. A lei maior brasileira era um símbolo de um novo país que primava pela democracia.

Ulysses exibe o texto final da Constituição Federal de 1988, garantidora de direitos sociais, econômicos e políticos do nosso país:

“Temos ódio à ditadura. Ódio e nojo. Amaldiçoamos a tirania aonde quer que ela desgrace homens e nações. Principalmente na América Latina.”, disse doutor Ulysses. “Traidor da Constituição é traidor da Pátria. Conhecemos o caminho maldito. Rasgar a Constituição, trancar as portas do Parlamento, garrotear a liberdade, mandar os patriotas para a cadeia, o exílio e o cemitério”, adicionou.

Confira vídeo do momento histórico:

A ditadura matou e desapareceu com 434 brasileiros por questões políticas. Foram mais de 20 mil torturados, segundo a Human Rights Watch. Não podemos esquecer. Não podemos permitir que isso aconteça novamente. Não devemos desrespeitar o princípio básico de nossa constituição: a democracia.

 

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