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Polícia registra mais um caso de violência doméstica em Cafelândia

Uma gestante de 31 semanas relatou que foi vítima de agressões físicas por parte do seu marido, que não permitiu que ela visitasse sua mãe na Páscoa.

07/04/2021 10h07
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Por: Giovanna Trevelin Fonte: Jornal Integração
A vítima foi agredida por socos e sofreu estrangulamento, sendo também impedida de se locomover. Foto: Numape/UENP
A vítima foi agredida por socos e sofreu estrangulamento, sendo também impedida de se locomover. Foto: Numape/UENP

No último final de semana a polícia foi notificada para atender um caso de violência doméstica em Cafelândia. Foi solicitada para comparecer na Av. Marechal, na Vila do Sossego, quando informada de que uma mulher foi agredida pelo seu marido, que causou uma lesão em sua boca. O agressor foi conduzido até a delegacia de Polícia Civil. 

Na tarde de ontem (6) mais um caso foi atendido no município. Uma gestante de 31 semanas relatou que foi vítima de agressões físicas por parte do seu marido, que não permitiu que ela visitasse sua mãe na Páscoa. Apesar da agressão não ser justificável de nenhuma forma, ela disse ainda que o agressor não estava embriagado ou drogado, e que a agrediu em plena consciência do ato. 

A vítima foi agredida por socos e sofreu estrangulamento, sendo também impedida de se locomover. O marido agressor pegou suas roupas que estavam arrumadas em uma mala e as jogou pela casa. A mulher conseguiu se desvencilhar e sair da residência para pedir ajuda na casa da frente, onde mora a prima do agressor, que ligou para mãe dela. Quando conseguiu finalmente ir até a casa de sua mãe foi seguida pelo agressor, e este entrou em confronto verbal com sogra, só deixando o local ao ser informado que chamariam a polícia. 

A vítima, ainda na data de ontem, compareceu no PAM, onde passou por atendimento médico e relatou as agressões.

Violência doméstica

A violência doméstica atinge a maior parte das mulheres no país e no mundo, levando muitas vezes ao feminicídio (quando a mulher é morta pela desigualdade entre homens e mulheres). A pandemia agravou ainda mais esse quadro. O isolamento levou muitas mulheres a conviverem 24 horas por dia com seus agressores, sem meio de acesso a outras pessoas, restringindo assim a possibilidade de notificar as agressões. 

Pensando nisso, o Estado do Paraná ampliou a proteção às mulheres com o lançamento do Botão do Pânico Virtual, que funcionará no aplicativo 190.

Botão do Pânico Virtual 

O Botão do Pânico Virtual foi desenvolvido para dar mais proteção às mulheres vítimas de violência e que possuem medidas protetivas de urgência. O programa é uma parceria entre o TJPR, o Governo do Estado (secretarias de Segurança Pública, da Justiça, Família e Trabalho, Celepar e Polícia Militar) e a Assembleia Legislativa, que aprovou as leis para embasar o projeto.

As mulheres que terão direito a usar o dispositivo não precisarão possuir créditos no telefone, nem pacote de internet. Ele funcionará como ligação de emergência gratuita. A integração foi executada pela Celepar e o Tribunal de Justiça será responsável por determinar quem serão as mulheres que receberão acesso ao botão do pânico.

Desde dezembro de 2020 a ferramenta estava funcionando de forma experimental em Londrina, Fazenda Rio Grande, Ponta Grossa, Pinhais, Cascavel, Irati e Arapongas, como forma de avaliar a estrutura de atendimento e o funcionamento do sistema. Agora, a partir da validação, mais oito cidades passam a integrar o programa: Curitiba, Foz do Iguaçu, Maringá, Campo Largo, Matinhos, Apucarana, Paranaguá e Araucária. Serão 15 cidades atendidas nesta fase de implantação. 

A coordenadora estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (CEVID), do TJPR, desembargadora Ana Lúcia Lourenço, destacou que a implementação e a ampliação do serviço nas cidades paranaenses vão ajudar o Estado a ser mais rápido. “Cada vez mais mulheres precisam receber este apoio que consiste em poder acionar a Polícia Militar através do app 190, instalado no celular. Assim, os policiais podem dar cumprimento às medidas de proteção de urgência que são aplicadas pelo Judiciário, bem como fiscalizar o cumprimento dessas medidas”, explicou.

Os números do TJPR mostram que, em todo o Estado, 29.361 mulheres têm medidas protetivas de urgência. A escolha das cidades, nesta primeira fase, foi feita com base em estudos que levaram em consideração a proporção entre os índices de violência e o tamanho da população. O mesmo critério será utilizado para a ampliação do serviço. A expansão será gradual, levando em conta a estrutura necessária para a operação, principalmente a capacitação de pessoas para atuar no atendimento.

 

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