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A Homossexualidade Deslindada

Não há enigmas na vida humana

24/04/2021 08h15 Atualizada há 3 meses
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Por: Roberto C. P. Junior Fonte: O Dia Sem Amanhã
A Homossexualidade Deslindada

Assunto difícil este. Sem dúvida um dos mais incompreensíveis e incompreendidos temas a reclamar uma explicação coerente. O que leva uma pessoa a sentir atração por outra do mesmo sexo?

Para desvendarmos as verdadeiras causas é preciso saber, antes de mais nada, que esta não é a primeira vez que pisamos na Terra. Cada um de nós já esteve várias vezes aqui, vivenciando alegrias e tristezas, vitórias e derrotas, aprendendo com ambas, com vistas a um contínuo aperfeiçoamento espiritual.

Quem não pode aceitar a verdade cristalina da reencarnação, este já afasta de antemão qualquer possibilidade de um reconhecimento da verdade. Para este, o homossexualismo continuará sendo um enigma indecifrável, assim como todas as aparentes injustiças terrenas.

O ser humano é um ente espiritual, que se encarna várias vezes na Terra com vistas à sua indispensável evolução. Durante esse processo de encarnações sucessivas ele é genericamente chamado alma. A alma também pode ser vista, mais apropriadamente, como um corpo mais fino do espírito, um invólucro especial de que ele se serve no assim chamado “Além”. A alma que se reencarna é, portanto, sempre a mesma; o que muda nas múltiplas vidas terrenas é apenas o seu manto mais externo, a roupa que ela veste em cada encarnação, a qual denominamos corpo físico.

Como a alma é sempre a mesma, ela leva para cada encarnação as marcas das vivências anteriores, as quais se farão sentir nitidamente na atual vida terrena a partir de uma determinada época. Essa época ocorre nos anos da adolescência, quando o corpo físico se torna completamente formado, permitindo assim o pleno atuar do ser humano espiritual encarnado nele. Nessa fase, tudo quanto pende naquela alma, tudo quanto está dependurado nela por assim dizer, decorrente de vivências angariadas em outras vidas terrenas, tudo isso se manifestará abertamente de alguma maneira, com toda a intensidade, quer se trate de características boas ou más.

Vamos supor que numa vida terrena anterior, uma mulher tenha começado a desenvolver uma predileção qualquer por assuntos e atividades mais grosseiras, mais positivas, próprias do mundo masculino. Se essa predileção se intensificou muito, acabou se transformando então num “pendor”, isto é, numa característica que efetivamente passou a pender naquela alma, a qual ficou assim indelevelmente marcada por essa inclinação.

 A alma feminina assim fortemente marcada por uma vontade espiritual desviada para o mundo masculino – poderíamos dizer também “torcida” por essa vontade – encarnará futuramente num corpo ajustado a essas novas particularidades masculinas angariadas. Assim, na próxima vida terrena, essa alma originalmente feminina se encarnará, devido à sua voluntária decisão, num corpo masculino.

 O ser humano espiritual, o eu propriamente daquela personalidade, continua sendo feminino, porém nessa atual vida terrena ela se vê encerrado dentro de um corpo físico masculino. Interiormente ainda sente atração pelo outro sexo, isto é, o masculino, já que espiritualmente continua sendo uma mulher.

Muitas vezes essa situação acaba sendo remediada involuntariamente, porque a mulher espiritual encarnada em corpo masculino frequentemente se sente atraída por uma outra alma na mesma situação dela, porém em sentido oposto, ou seja, por um espírito masculino que, pelas mesmas razões, encontra-se atualmente encarnado num corpo feminino. Com isso, o espiritual e o material aparentemente se conciliam, porque ambas as almas que procuram se unir padecem do mesmo tipo de pendor.

Não é difícil perceber que essa situação não pode ser fonte de harmonia nem de alegria. Mas também não é algo tão grave assim que não possa ser remediado, desde que a respectiva pessoa encare essa vida atual como uma importante etapa de aprendizado, e não como sua existência integral como espírito humano que, como dito, abrange várias vidas, tanto no aquém como no além. Ela pode perfeitamente vencer sua condição e evitar a repetição dessa situação no futuro.

Trata-se de uma etapa que tem muito a lhe ensinar, uma etapa sem dúvida difícil, sofrida, pois praticamente as únicas coisas com que se depara são incompreensão, desprezo e zombaria. A atual vida terrena é, assim, um estágio muito duro, mas também é uma escola insubstituível, que a ensina a encarar de frente sua condição anímica e vencê-la. Pressuposto, evidentemente, que não alimente a revolta dentro de si, pois dessa maneira só conseguiria enredar-se ainda mais.

O indivíduo portador de uma alma torcida deve compenetrar-se de que se vive num corpo não ajustado ao seu âmago mais profundo, então isso se deve, exclusivamente, ao seu próprio querer. Ciente disso, deve manter sempre uma serena discrição, evitando principalmente estabelecer ligações com outras pessoas que poderiam fortalecer ainda mais sua condição. Se agir sempre com moderação, sem entregar-se a atitudes extremas, acabará então por desvencilhar-se desse pendor aderido à sua alma. Calmamente vencerá sua torção anímica e nunca mais se verá outra vez na situação de viver num corpo que não corresponda ao seu “eu” espiritual. Naturalmente, isso vale tanto para um espírito humano feminino como para um masculino. Essas pessoas não devem se sentir oprimidas com o reconhecimento de sua condição, mas sim agir de modo consciente daí por diante.

O aqui exposto diz respeito à homossexualidade intrínseca, que se manifesta espontaneamente numa determinada época da vida. São aqueles casos em que, ao chegar na fase da adolescência, a respectiva pessoa se sente incompreensivelmente atraída pelo mesmo sexo.

É diferente daquelas pessoas que ainda não são almas torcidas, mas que nesta vida começam a manifestar alguma predileção por atividades e assuntos afetos ao sexo oposto. Nesse caso, a ação correta é bem evidente. Não permitir que essa predileção continue e se transforme em pendor, evitando com isso avançar o processo de torção anímica. Agindo dessa maneira, essas primeiras inclinações, inicialmente sempre fracas, não serão mais nutridas e acabarão por secar e desprender-se da alma, extinguindo-se por si mesmas. Pode-se bem imaginar quanto sofrimento futuro tal pessoa evitará com essa atitude firme, tanto para si como para seu ambiente.

Roberto C. P. Junior

@robpucci

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Sobre O Dia Sem Amanhã
Roberto C. P. Junior é espiritualista, mestre em ciências, membro da Academia de Letras e Artes de Portugal e autor de seis obras, dentre as quais: O Dia Sem Amanhã, O Filho do Homem na Terra e Jesus Ensina as Leis da Criação, todas publicadas pela Ordem do Graal na Terra, da qual é membro –> bit.ly/livros-OGT. É responsável pela página "O Dia Sem Amanhã" no Facebook, pelo blog odsa.com.br e canal bit.ly/ODSA-YT.
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