Quarta, 16 de Junho de 2021 20:57
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Geral Ciência e Tecnologia

Tecpar analisa qualidade de águas de poços artesianos

No Paraná, todos os poços perfurados devem estar regularizados junto ao Instituto Água e Terra (IAT) – que monitora o uso de recursos hídricos no Estado – e seguir as normas e exigências legais.

17/05/2021 14h29
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Por: Giovanna Trevelin Fonte: Agência de Notícias do Paraná
Tecpar
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A estiagem severa que afetou a Região Metropolitana de Curitiba aumentou a demanda pela construção de poços artesianos e a procura pelos serviços de análise da qualidade da água, feito pelo Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar). A caracterização hidroquímica das águas subterrâneas é um procedimento obrigatório para quem deseja construir poços artesianos.

No Paraná, todos os poços perfurados devem estar regularizados junto ao Instituto Água e Terra (IAT) – que monitora o uso de recursos hídricos no Estado – e seguir as normas e exigências legais. O Tecpar possui o Certificado de Cadastramento de Laboratórios de Ensaios Ambientais (CCL) e está habilitado junto ao IAT para avaliar a qualidade e potabilidade da água subterrânea. 

Segundo o diretor-presidente do Tecpar, Jorge Callado, a análise assegura que o recurso chegue aos consumidores livre de contaminações que podem apresentar riscos à saúde. “A estrutura de laboratórios e a equipe multidisciplinar do Tecpar permitem que possamos prestar este serviço com precisão e eficiência a empresas, condomínios e particulares, priorizando a saúde pública de acordo com as legislações vigentes”, afirma Jorge Callado.

EFICIÊNCIA

O Tecpar possui acreditação junto à Coordenação Geral de Acreditação do Inmetro para fazer ensaios por cromatografia de íons, técnica que possibilita maior agilidade nas avaliações de conformidade de águas para inúmeras aplicações. Rápida e eficaz, a técnica permite identificar a quantidade de cátions e ânions, como o cálcio, o magnésio, o sulfato, o fluoreto, o nitrato e outros íons presentes na água.

Além disso, os laboratórios do instituto têm reconhecimento de suas competências com ensaios registrados no Ministério da Agricultura, Abastecimento e Pecuária, habilitados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e na Rede Brasileira de Laboratórios Analíticos.

IMPORTÂNCIA

A água destinada ao consumo humano deve atender requisitos de qualidade para que não se torne tóxica ou imprópria para o consumo. Ela deve ser isenta de substâncias químicas prejudiciais à saúde e ser esteticamente agradável (baixa turbidez, cor, sabor e odor).

A gerente do Centro de Tecnologia em Saúde e Meio Ambiente do Tecpar, Daniele Adão, explica que sem a devida análise os consumidores podem estar expostos a doenças graves, como hepatite, diarreia, disenteria, cólera, febre tifoide e outras.

“A água sofre alterações na sua qualidade até chegar à superfície. Eventualmente, a água subterrânea pode ser exposta a contaminação por produtos químicos ou biológicos que podem causar sérios riscos à saúde. A recomendação é que o usuário só utilize a água do poço depois que tiver certeza de que ela está própria para o consumo, o que somente um laboratório tem condição de analisar”, diz a gerente.

A qualidade das águas de poços artesianos é muito variável. Além dos parâmetros químicos, como magnésio, cálcio, cloreto, ferro, nitrato, entre outros, há também os microbiológicos, como os coliformes fecais. “A avaliação garante ao usuário o conhecimento dos componentes físico-químicos da água e a identificação de uma possível contaminação”, diz Daniele.

AUTORIZAÇÃO

De acordo com o IAT, antes da perfuração do poço é necessário obter uma anuência prévia (autorização). O poço artesiano deve ser perfurado por máquinas e empresas especializadas.

Após a perfuração, o usuário tem um prazo de 60 dias para solicitar seu direito de uso do recurso hídrico. Para dar andamento ao processo de Outorga de Direito de Uso, é necessário apresentar o laudo de caracterização hidroquímica das águas subterrâneas, que deve ser realizada por um laboratório de referência, custeada pelo solicitante, conforme a Resolução n° 100/2017 do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Cema).

 

 

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