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Rio Piquiri sempre impressionou os viajantes

Em busca de prata, visitantes não sabiam que pisavam a riquíssima terra roxa do Oeste paranaense

11/07/2021 às 13h07
Por: Postagem Fonte: Alceu Sperança
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O Guairá foi povoado antes e principalmente por grupos indígenas Guaranis, mas entre os rios Piquiri e Iguaçu há também registros espanhóis da presença de nativos da família linguística Jê – os Gualachos –, que tiveram contato com os primeiros viajantes e
O Guairá foi povoado antes e principalmente por grupos indígenas Guaranis, mas entre os rios Piquiri e Iguaçu há também registros espanhóis da presença de nativos da família linguística Jê – os Gualachos –, que tiveram contato com os primeiros viajantes e

 

O Guairá foi povoado antes e principalmente por grupos indígenas Guaranis, mas entre os rios Piquiri e Iguaçu há também registros espanhóis da presença de nativos da família linguística Jê – os Gualachos –, que tiveram contato com os primeiros viajantes europeus pela região, caso do português Aleixo Garcia.

Na ilha de Santa Catarina desde 1516, já ambientado com os índios da região, Garcia ouviu relatos sobre uma fabulosa e distante serra de prata. Partindo em 1521 para uma aventura que o colocou na história como o “descobridor” do Paraguai, foi o primeiro viajante europeu a percorrer o Oeste do Paraná.

Seguindo o Caminho do Peabiru, que passava na Lapa, Palmeira e Castro, ali encontrou o ramal vindo de Cananeia. Seguiu “até o rio Tibagi, próximo de Ponta Grossa, e então para Oeste, passando pelos vales do Ivaí, Cantu e Piquiri, e pela margem esquerda deste chegando até as proximidades de Guairá” (Nivaldo Kruger, Paraná Central: A Primeira República das Américas).

Alcançado o Rio Paraná, Garcia atravessou o Chaco e chegou à atual Cochabamba, na Bolívia. Esse feito, em 1524, deu-lhe a condição de primeiro europeu a pisar em terras da região de Cafelândia e depois também dos Incas, dez anos antes do espanhol Francisco Pizarro.

 

Cabeza de Vaca

Nas pegadas de Garcia, em dezembro de 1541 o chefe espanhol Alvar Nuñez Cabeza de Vaca chegava ao Rio Piquiri, curso d’água que “desliza rumo aos precipícios, aos peraus”, segundo a poética descrição de Heitor Francisco Izidoro (Guarapuava: Das sesmarias a Itaipu):

– Tendo as nascentes nas proximidades do Cerro Verde (Guarapuava), o Rio Piquiri, que tem o seu curso orientado no quadrante Noroeste, com um desenvolvimento de pouco mais de trezentos quilômetros, rola a sua caudal entre serranias e paredões, espumando numa série de corredeiras, sendo Nhá Bárbara, a vinte quilômetros de sua foz, a única parte de águas mansas.

Em suas margens, as terras roxas – o latossolo distrófico-argiloso –espalham-se pelo Oeste com sua riqueza potencial concentrada a partir da decomposição da diábase.

Cabeza de Vaca testemunhou sobre os Guaranis que eram criadores e bons lavradores nessa terra tão rica, além de ótimos caçadores e pescadores: “Entre suas caças estão os porcos montanheses, veados, antas, faisões, perdizes e codornas. Entre suas plantações, além da mandioca, milho e batata, figura o amendoim. Também colhem muitas frutas e mel”.

 

Pela estrada já aberta

A atual região Oeste do Paraná pertencia à Espanha. Era a Província del Guairá, tendo como limites ao norte o Rio Paranapanema, ao sul o Iguaçu, a oeste o Rio Paraná e a leste as “serras do Guarairu”*, limitadas pelo Rio Tibagi.   

Na época dos jesuítas, o Guairá espanhol, desmembrado da Província do Rio da Prata no final do século XVI, era administrado pelo Governo Geral do Paraguai, com sede em Assunção, cidade iniciada em 1537 por Juan de Salazar de Espinosa.

Para chegar a Assunção, onde assumiu o governo da região, Cabeza de Vaca preferiu o roteiro do Peabiru, partindo de Santa Catarina e daí ao Paraguai, passando pelo vale do Piquiri.

Os viajantes, como também depois Ulrich Schmidl em 1552/53, utilizaram o caminho indígena, rico em ramais, denominado Peabiru, que saía da costa do Atlântico e chegava ao Pacífico. Vários ramais originaram estradas essenciais para a colonização.

*Guarairu, cacique indígena que veio de Santa Cruz de la Sierra para atrair índios à encomienda espanhola de Vila Rica do Espírito Santo.

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