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Operadoras de internet de pequeno porte representam 65,8% dos acessos no Brasil

Governança corporativa é fundamental para que essas empresas se destaquem no mercado,

17/07/2021 às 17h26 Atualizada em 17/07/2021 às 17h30
Por: Giovanna Trevelin Fonte: Carlos Moreira
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Operadoras de internet de pequeno porte representam 65,8% dos acessos no Brasil
 
Quando se pensa em grandes provedoras logo vêm à mente empresas como Claro, Oi, Tim e Vivo, mas há um movimento muito importante que ocorre por meio de operadoras regionais.

Segundo dados da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), em 2019, de acordo com o relatório de acompanhamento do serviço de banda larga fixa, operadoras regionais representam 65,8% dos acessos em municípios com menos de 20 mil habitantes.

Com mais de 35 anos no mundo corporativo e desde 2015 à frente da MORCONE Consultoria Empresarial, atendendo empresas do setor de telecomunicações, hoje trago um artigo sobre a necessidade da governança corporativa no segmento de operadoras de internet de pequeno porte.

Contexto de crescimento dos pequenos provedores de internet no Brasil

O que levou esse mercado à ampla expansão foi o aumento nos índices de insatisfação dos clientes e o desinteresse por parte das grandes empresas em atender regiões mais distantes, como as zonas rurais, por exemplo.

Outra característica importante do segmento de operadoras de internet de pequeno porte é o oferecimento dos serviços de banda larga de alta velocidade com custo reduzido.

Um cenário de crise econômica fez com que grandes companhias optassem por não fazer investimento em locais de difícil acesso, sendo assim, pequenos empreendedores viram nesse contexto a possibilidade de expandir os seus negócios e conquistar novos territórios.

Exemplo de grande empresa do setor

Um bom exemplo de grande provedor concorrente das maiores do Brasil é a Unifique, o segundo maior provedor regional de fibra óptica do Brasil, que pretende captar R$ 1 bilhão, com uma abertura de capital, com o objetivo de financiar planos de expansão.

Essa empresa opera em 143 cidades e atende atualmente 350 mil clientes da região Sul do país. Nos últimos três anos, o faturamento da empresa aumentou a uma taxa média de 65% ao ano, o equivalente a 300 milhões nos 12 meses finalizados em março de 2021.

Por que ter uma Governança Corporativa no segmento de operadoras de internet de pequeno porte?

Tenho frisado em meus últimos artigos sobre a necessidade de que as empresas se preocupem em ter uma governança corporativa (GC).

Um dos principais benefícios de adotar a GC é a possibilidade de que a empresa aumente o seu valor.

Vamos tomar como exemplo o segmento de operadoras de internet de pequeno porte, esse crescimento expressivo, segundo o relatório da Anatel, deixa claro que se trata de um segmento de ampla competitividade, sendo assim, adotar medidas de governança corporativa é um meio de se tornar mais expressivo no setor e expandir.

A Unifique, por exemplo, com o intuito de entrar do mercado de ações, adotou práticas de governança corporativa em sua gestão, o que também leva a uma compreensão da razão pela qual a empresa tanto tem crescido na região Sul e está prestes a uma expansão nacional.

Basicamente a GC engloba seis pilares:
  • Propriedade (representada pelos sócios);
  • Conselho de Administração;
  • Gestão;
  • Auditoria Independente;
  • Conselho Fiscal;
  • Conduta e o Conflito de Interesses.

Os 4 princípios que regem a ação desses pilares são:

Transparência – que garante que os stakeholders (sociedade, governo, parceiros, fornecedores, comunidade, cliente e acionistas), estejam sempre muito bem informados sobre quaisquer tomadas de decisões e processos organizacionais;

Equidade – Não importa o nível hierárquico, grau de relação ou influência sobre a organização ou o nível de participação no capital. Todos os agentes da empresa precisam ser tratados de forma igualitária.

Prestação de contas – Todos aqueles que detêm responsabilidades no negócio têm o dever de prestar contas de seus atos e decisões, tanto no que se refere às finanças, quanto ao que se refere ao desempenho de suas atividades;

Responsabilidade corporativa – É claro que a lucratividade é responsável pela longevidade do negócio no mercado, mas é preciso pensar no papel social da empresa frente à comunidade e como lida com questões em torno da sustentabilidade do planeta.

Lidando com a grande competitividade

Para que empresas do segmento de operadoras de internet de pequeno porte consigam se destacar, expandir, “brigar” literalmente junto às grandes do mercado é preciso pensar na governança corporativa como um meio indispensável.

É necessário ter muito bem estruturado quais os objetivos do negócio a curto e longo prazo e refazer ou até mesmo alicerçar internamente a gestão. A governança corporativa cumpre esse papel.

Restou alguma dúvida de como se destacar no setor de Telecom?

Carlos Moreira - Há mais de 35 anos atuando em diversas empresas nacionais e multinacionais como Manager, CEO (Diretor Presidente), CFO (Diretor Financeiro e Controladoria) e CCO (Diretor Comercial e de Marketing). É empresário há mais de 15 anos e sócio e fundador da MORCONE Consultoria Empresarial.
 
 
 
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