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Pesquisa da UEL investiga fatores que influenciam caminhadas nos bairros de Londrina

O objetivo é entender o que motiva os pedestres londrinenses a caminharem por seus bairros, analisando os trajetos e verificando se, de fato, são percursos caminháveis e adequados.

06/09/2021 às 13h37 Atualizada em 06/09/2021 às 13h41
Por: Giovanna Trevelin Fonte: Willian C. Fusaro - Agência UEL
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Divulgação
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O Grupo de Pesquisa Design Ambiental Urbano, do Departamento de Arquitetura e Urbanismo, do Centro de Tecnologia e Urbanismo (CTU), desenvolve um estudo através do projeto de pesquisa “O ir e vir em bairros residenciais: a escolha de rotas de caminhada a partir da percepção do pedestre”, que objetiva compreender o que motiva os pedestres londrinenses a caminharem por seus bairros, analisando os trajetos e verificando se, de fato, são percursos caminháveis e adequados. 

(Divulgação/Pesquisa).

A pesquisa é desenvolvida pela mestranda do grupo e do Programa de Pós-Graduação Associado em Arquitetura e Urbanismo, da UEL e Universidade Estadual de Maringá (UEM), Ayla Ziger Dalgallo. O projeto almeja, através de um questionário online e de panfletagens, descobrir os hábitos de caminhada dos londrinenses e avaliar a percepção deles sobre os bairros onde moram. A doutoranda do Programa  Ana Luiza Favarão Leão também participa da coleta e interpretação dos dados.

Para acessar o questionário e contribuir com a pesquisa, é só clicar em O ir e vir em bairros residenciais/Questionário. Também é possível acessar pelo QR Code abaixo:

Caminhada

De acordo com Ayla, a pesquisa tem o objetivo de descobrir os motivos que levam as pessoas a caminharem. “Não é suficiente saber do deslocamento dessas pessoas. Queremos descobrir porquê elas caminham, por onde caminham, com que modal se deslocam. Se vão para uma consulta médica a pé, se se deslocam para fazer exercícios”, explica a mestranda.

O questionário da pesquisa, que passou por aprovação do Comitê de Ética e Pesquisa da UEL, visa coletar dados pessoais, sobre o domicílio e a proximidade deste a equipamentos públicos (escolas, parques etc.). A pesquisa também coleta hábitos de deslocamento para estudos, trabalho, lazer, afazeres domésticos, hábitos de exercício físico, entre outras informações. Por meio de uma ferramenta de auditoria, será possível verificar se os locais são bastante utilizados para caminhada e até contar os pedestres, para contribuir com futuras políticas públicas de incentivo de uso dos espaços urbanos por pedestres.

Percepção sobre os bairros

Com a chegada da pandemia, os londrinenses ficaram mais restritos a seus bairros. Isso foi o que motivou uma “virada” na pesquisa do grupo, segundo a coordenadora do Grupo de Pesquisa e professora do curso de Arquitetura e Urbanismo, Milena Kanashiro. “Eu nunca conheci tanto o meu bairro como recentemente, com a pandemia”, brinca a professora. “Por conta disso e da impossibilidade de fazer atividades presenciais, optamos pelo questionário online para entender como as pessoas compreendem seus bairros e o espaço urbano caminhável.”

Ainda segundo Milena, a pesquisa vêm em um momento importante para se repensar os modais de transporte no Brasil. “Estamos observando os seguidos aumentos no preço dos combustíveis, que devem servir de alerta para repensar formar alternativas. Além disso, há uma percepção macro das cidades, da construção dos grandes viadutos e passarelas, que é dominante. Nós vamos no sentido oposto, em pensar o urbano e suas interfaces com as pessoas”, avaliou.

Coleta online e presencial

Doutoranda em Arquitetura e Urbanismo e integrante do grupo, Ana Luiza lembra da importância de compreender o “cotidiano” das pessoas que caminham. “Por isso, além das coletas de informações pelo questionário, também vamos fazer abordagens presenciais com as pessoas”, afirma. A intenção é alcançar um grande público que utiliza pouco a internet, como os idosos de bairros periféricos, por exemplo. “Isso permite até fazer um recorte das condições sociais dessas pessoas e compreender porque elas andam de fato”, ressalta a doutoranda.

As pesquisadoras desejam obter no mínimo 500 respostas no questionário. Em seguida, após a coleta de dados, uma plataforma de auditoria, contratada pela Universidade, vai sistematizar e tabelar os dados. “Com isso, podemos criar um banco de dados para utilizarmos em pesquisas futuras do grupo”, comenta Ayla.

 

 

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