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Atletas e dirigentes esportivos querem rever incentivos da Lei Pelé

Objetivo é aumentar o aporte de recursos na formação de esportistas; tema foi discutido em audiência pública Fonte: Agência Câmara de Notícias

22/09/2021 às 19h02
Por: Da Redação Fonte: Agência Câmara de Notícias
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Gustavo Sales/Câmara dos Deputados
Gustavo Sales/Câmara dos Deputados

Atletas e dirigentes pediram mudanças na Lei Pelé, a fim de aumentar os investimentos na formação de esportistas. O tema foi abordado nesta terça-feira (21) em audiência pública da Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados, na qual se discutiu o desempenho do Brasil nos Jogos Olímpicos de Tóquio.

O secretário nacional de Alto Rendimento da Secretaria Especial do Esporte, Bruno Souza, ressaltou que o País teve, na capital japonesa, sua melhor performance na história olímpica, com 21 medalhas em 13 modalidades diferentes, ficando em 12° lugar no quadro geral – na Rio 2016, melhor posição até então, o Brasil ficou em 13º, com 19 medalhas.

Para ele, o bom desempenho em Tóquio é resultado direto dos investimentos feitos pelo País para manter os atletas e as estruturas esportivas.

Recursos
Com o intuito de garantir ainda mais recursos para o desporto brasileiro, o presidente da comissão, deputado Felipe Carreras (PSB-PE), disse que os parlamentares estão discutindo formas de alterar a Lei Pelé para corrigir eventuais distorções.

“Temos o desafio de empoderar ainda mais confederações, federações, clubes, atletas, paratletas, entidades esportivas e fazer com que o recurso público chegue na ponta, naqueles invisíveis”, declarou Carrerras.

O gerente de Formalização do Comitê Brasileiro de Clubes (CBC), Ricardo Avellar, pediu aos parlamentares que, ao alterar a Lei Pelé, assegurem investimentos e condições de trabalho para os clubes, que foram responsáveis pela formação de 88% dos atletas que estiveram em Tóquio.

Pós-carreira
A presidente da Comissão de Atletas do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Yane Marques, defendeu o fortalecimento do plano pós-carreira para que os atletas, ao encerrarem suas atividades profissionais, tenham condições de se manter economicamente.

“Nós, representantes dos esportistas do comitê olímpico, estamos programando uma ida a Brasília para afinar esse discurso. Fizemos sugestões de mudanças na Lei Pelé e estamos preparados para discutir o Plano Nacional do Desporto e um plano pós-carreira para os atletas”, informou.

O deputado Luiz Lima (PSL-RJ), que propôs a audiência pública, afirmou que uma das formas de garantir esse plano seria justamente promover o acesso dos atletas a bolsas de estudos nas universidades brasileiras, a exemplo do que já acontece em outros países. Ele disse ainda que deve apresentar um projeto de lei com esse objetivo aos integrantes da Comissão do Esporte.

Paris 2024
Por sua vez, o diretor de Esportes do COB, Jorge Bichara, salientou que, após o sucesso em Tóquio, o País precisa se dedicar ao próximo ciclo olímpico, que vai terminar nas Olimpíadas de Paris, em 2024.

“Temos ainda um número muito pequeno de praticantes do esporte de alto rendimento em uma relação direta com o tamanho da nossa população. Precisamos aumentar a quantidade de clubes e federações estaduais, a fim de que melhoremos o nível técnico de nossas competições internas”, apontou.

Jorge Bichara acrescentou que o Brasil necessita investir mais em instalações esportistas. “Todos os países que estão na nossa frente têm um sistema de centro de treinamento de excelente qualidade. Ainda estamos muito limitados nesse cenário”, comentou.

 

Reportagem - Karla Alessandra
Edição - Marcelo Oliveira

 

 

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