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Ocultismo e Misticismo

Arapucas não reconhecidas

02/10/2021 às 09h50 Atualizada em 02/10/2021 às 10h06
Por: Roberto C. P. Junior Fonte: O Dia Sem Amanhã
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Ocultismo e Misticismo

Diversas são as razões que levam alguém a se interessar pelo ocultismo ou misticismo: curiosidade ante o desconhecido, insatisfação com alguma religião, prazer em experimentar algo proibido. Qualquer que seja o motivo, o interessado terá à sua disposição milhares de publicações e eventos sobre o tema. Poderá aprofundar-se nos assuntos mais estranhos e inusitados, e caso ingresse em alguma organização ocultista, passará a galgar os “degraus de iluminação” lá existentes.

Mas o que tal pessoa terá angariado para si com isso? Além da suposição de ser mais valiosa e elevada que as demais... nada. Apenas a sua vaidade terá saído mais fortalecida dessas práticas.

O ocultismo e o misticismo são invenções exclusivamente humanas. Não existe nada “oculto” na Criação. Tudo é claro e simples para quem conhece as leis que a regem. Jamais o Criador teria colocado algo em Sua obra límpida que necessitasse de estudos misteriosos e contorcionismos anímicos para ser compreendido.

O oculto e o místico foram criados pelo próprio ser humano, quando este perdeu a capacidade de ver claramente o Universo em que vive, ao submeter-se voluntária e irrestritamente ao domínio de seu intelecto supercultivado. Ao fechar para si a visão que tinha dos acontecimentos fora da matéria, passou naturalmente a considerar “oculto” aquilo que não podia mais perceber com a sua intuição espiritual. E para desvendar esse oculto lançou mão justamente do raciocínio, extremamente hábil em ornar com as mais delirantes fantasias aquilo que a ele, o raciocínio, permanece vedado, por estar fora do espaço e do tempo do mundo material.

O ocultismo e o misticismo tornaram-se assim campo livre para toda a sorte de suposições, pois quem pode provar que este ou aquele mestre estaria errado? A fantasia é a matéria prima de muitos relatos ocultistas sobre a vida no além. É literalmente certo quando se fala em “fantasia doentia”, pois outro tipo nem existe.

Quem entra nesse terreno de ilusão, frequentemente não consegue mais distinguir o real do imaginário e se perde completamente. Fica aprisionado num mundo fictício, erguido por ele mesmo. Nesse seu ambiente irreal ele se sente bem, movimenta-se com desenvoltura para lá e para cá, acreditando deter os últimos segredos dos mais elevados planos da Criação. Na verdade, visto de cima, um tal ocultista apenas se desloca num mundo de faz-de-conta, de simples aparências, desprovido de qualquer valor para a eternidade.

O ocultismo e o misticismo são uma armadilha sem par das trevas. Pessoas que já trazem uma certa inclinação para essas coisas são atraídas por algo aparentemente luminoso e belo que, todavia, não encerra nenhum valor. E quando alguém com essa propensão chega a sedimentar para si mesmo esse âmbito ilusório, produto de sua fantasia e também da de outros, aí dificilmente poderá libertar-se a tempo. Não conseguirá mais desvencilhar-se do cipoal que se formou à sua volta, criado pelas configurações oriundas da fantasia continuamente alimentada.

Seguem duas passagens da obra “Na Luz da Verdade” de Abdruschin – a Mensagem do Graal – sobre o misticismo e o ocultismo:

“Tudo quanto é místico, o espírito humano afaste de si, uma vez que jamais lhe pode trazer proveito. Somente o que ele mesmo sente intuitivamente de modo nítido, levando assim ao próprio vivenciar dentro de si, ser-lhe-á de proveito no amadurecimento de seu espírito.”

“A força de um espírito, desenvolvido por aprendizado do ocultismo, com prejuízo do corpo, é também apenas aparente. O espírito então não é forte, mas sim como uma planta de estufa, que mal pode resistir aos ventos, muito menos ainda às tempestades. Tal espírito é doente, e não evoluído.”

Infelizmente, milhões de pessoas atualmente se deixam atrair por essas duas ciladas, sem se dar a menor conta disso. Por isso, já é mais do que hora de largarem de vez essas brincadeiras tão perigosas e buscarem finalmente a Verdade de alma livre e coração aberto.

(Conheça as obras publicadas pela Ordem do Graal na Terra.)

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Sobre Roberto C. P. Junior é espiritualista, mestre em ciências, membro da Academia de Letras e Artes de Portugal e autor de seis obras, dentre as quais: O Dia Sem Amanhã, O Filho do Homem na Terra e Jesus Ensina as Leis da Criação, todas publicadas pela Ordem do Graal na Terra, da qual é membro –> bit.ly/livros-OGT. É responsável pela página "O Dia Sem Amanhã" no Facebook, pelo blog odsa.com.br e canal bit.ly/ODSA-YT.
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