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Educação Ciência e Pesquisa

Cientistas das universidades estaduais do Paraná se destacam na América Latina

O ranking analisa o desempenho científico e o valor agregado da produção individual dos profissionais, com base nas citações da plataforma Google Scholar.

06/10/2021 às 17h30 Atualizada em 06/10/2021 às 17h34
Por: Giovanna Trevelin Fonte: Agência de Notícias do Paraná
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Foto: SETI
Foto: SETI

As universidades estaduais do Paraná possuem 231 cientistas relacionados no AD Scientific Index Ranking 2021, publicação que classifica em lista os 10 mil pesquisadores mais influentes da América Latina. O ranking analisa o desempenho científico e o valor agregado da produção individual dos profissionais, com base nas citações da plataforma Google Scholar.

A Universidade Estadual de Maringá (UEM) aparece na 18ª colocação com 102 cientistas na lista, seguida pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) em 23ª com 82. A Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) está em 57ª com 22; a Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) em 79ª, com 16; a Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) em 134ª, com 8 pesquisadores; e a Universidade Estadual do Norte do Paraná (Uenp) em 445ª, com um pesquisador citado.

A Universidade Federal do Paraná (UFPR) foi a instituição paranaense mais bem colocada no ranking, com 120 pesquisadores. O Brasil é o País com maior número de cientistas da América Latina, com 7.656, e o Paraná se destaca como o terceiro maior sistema de ensino superior, atrás apenas do sistema federal e de São Paulo.

“Essa classificação comprova a qualidade do nosso sistema estadual de ciência, tecnologia e ensino superior. Temos pesquisadores de ponta em diferentes áreas que buscam soluções para as necessidades do Estado e do Brasil”, destaca o superintendente de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona.

Para o presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig, o raking traduz um quadro muito próximo da realidade. “O principal mérito é o certamente dos nossos pesquisadores que, independente das dificuldades, mantêm resiliência e produzem ciência de alta qualidade. Cabe a nós gestores estaduais de ciência e tecnologia ajudá-los a transbordar este conhecimento para a comunidade na forma de criação de riqueza e bem-estar", destaca.

RECONHECIMENTO

Segundo vice-reitor da UEL, Décio Sabbatini Barbosa, o reconhecimento deve aos professores e pesquisadores e à abnegação de agentes universitários e alunos. “E isso é motivo de um grande orgulho para todos nós da comunidade universitária”, avaliou Sabbatini Barbosa.

Ele explica que o Google Scholar ou Google Acadêmico, critério utilizado no levantamento, é um buscador de informações científicas que permite que a produção científica possa ser comparada pelos demais pesquisadores de várias áreas, o que representa um filtro criterioso.

O professor voluntário no Programa de Pós-Graduação em Ecologia de Ambientes Aquáticos Continentais (PEA) da UEM, Angelo Antonio Agostinho, é um dos 75 brasileiros no Top 10 mil mundial da AD.

“Para mim, representa um ânimo novo para continuar trabalhando, já que ainda temos muito a fazer, porque na área em que trabalho, a ecologia de áreas alagadas, especificamente sobre peixes, ainda há muito para ser investigado e muitas lacunas para serem preenchidas”, afirmou.

Outro destaque da UEM foi o reitor e zootecnista com doutorado em Agronomia, Júlio César Damasceno. Ele aparece entre os melhores cientistas da América Latina. “A UEM se consolida como uma universidade de pesquisa, com reconhecimento internacional. Nossa universidade tem produzido ciência, formando recursos humanos e publicando artigos em boas revistas científicas”, disse.

O professor do Centro de Ciências Biológicas da Uenp, Fábio Seiva, que também aparece na lista, falou sobre a valorização institucional para o desenvolvimento científico. “Esse resultado mostra o esforço não só meu, mas também da universidade em manter a ciência viva. Essa importância que a Uenp dá para a pesquisa, com todos os entraves, com todas as dificuldades que a gente tem, é essencial”, disse.

“Conseguirmos destacar a nossa universidade numa lista dessa é muito importante, sobretudo pelo pouco tempo, os 15 anos que temos consolidado como universidade”, acrescentou.

Fábio pesquisa modelos de câncer, diabetes, obesidade e suas alterações bioquímicas e moleculares, buscando o entendimento de possíveis terapias. Atualmente, desenvolve projetos de pesquisa sobre Carcinoma Hepatocelular e Melatonina; Ações de Promoção à Saúde e Prevenção de Doenças Crônicas e Não Transmissíveis entre Universitários; e a Melatonina e seus efeitos em Tumores Hormônio Responsivos.

CLASSIFICAÇÃO

O AD Scientific Index Ranking 2021 fornece tanto a pontuação dos últimos cinco anos, como as pontuações totais dos índices h (determina o número de vezes que um artigo é citado) e i10 (leva em conta estudos científicos que receberam 10 ou mais citações), além do número total dos últimos cinco anos de citações.

 

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