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Saúde Coronavírus

Municípios paranaenses justificam baixo índice de vacinação contra a Covid-19

Após análise de dados, as sete prefeituras notificadas pelo TCE-PR se justificam quanto ao suposto baixo índice na vacinação.

07/10/2021 às 09h51 Atualizada em 07/10/2021 às 10h05
Por: Fonte: TCE-PR
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Sete prefeituras paranaenses apresentavam, no dia 22 de setembro, um índice de aplicação inferior a 70% das vacinas contra a Covid-19 que haviam recebido da Secretaria de Estado da Saúde até então. Foto: Claudio Vieira
Sete prefeituras paranaenses apresentavam, no dia 22 de setembro, um índice de aplicação inferior a 70% das vacinas contra a Covid-19 que haviam recebido da Secretaria de Estado da Saúde até então. Foto: Claudio Vieira

Nas últimas semanas, o Tribunal de Contas do Paraná (TCE-PR) identificou um atraso de alguns municípios na alimentação do Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunização (SI-PNI) quanto a vacinação contra o Coronavírus. Segundo as justificativas municipais apresentadas ao Tribunal de Contas, o motivo foi a baixa procura da população e até o recebimento de doses acima da necessidade. Sete prefeituras paranaenses apresentavam, no dia 22 de setembro, um índice de aplicação inferior a 70% das vacinas contra a Covid-19 que haviam recebido da Secretaria de Estado da Saúde até então.

Cinco dos sete municípios questionados pelo TCE-PR responderam que estavam em dia na aplicação das doses recebidas, mas em atraso na inserção das informações sobre os imunizados no SI-PNI, sistema mantido pelo Ministério da Saúde. São eles: Ivaté (cuja taxa de aplicação registrada no SI-PNI em 22 de setembro era de 61,60%), Santa Mônica (62,52%), Mandaguaçu (68,84%), Quatro Pontes (69,47%) e Tamboara (69,80%).

Para explicar o descompasso entre o ritmo da vacinação e a inclusão de dados no SI-PNI, esses cinco municípios justificaram, essencialmente, que falta pessoal para atender todas as demandas relacionadas à imunização contra a Covid-19. A Prefeitura de Quatro Pontes informou ter contratado dois servidores para suprir, em parte, o acúmulo de trabalho gerado pela recente saída de três profissionais. Tamboara informou que os registros em atraso já haviam sido efetivados em 30 de setembro, data da resposta ao TCE-PR. Já Santa Mônica assegurou que, até aquela data, o índice de inserção de dados no sistema deveria atingir 90% dos vacinados.

Baixa procura

O Município de Coronel Domingos Soares, atribuiu a situação à baixa procura da população pelos imunizantes. Na resposta ao TCE-PR, o próprio Departamento Municipal de Saúde confirmou que, até 28 de setembro, havia aplicado 68,73% das 10.511 doses recebidas - índice um pouco superior aos 67,83% verificados pelo TCE-PR no dia 22 daquele mês. No final de setembro, a cobertura vacinal com a primeira dose atingia 86% da população acima de 18 anos e apenas 51,16% desse contingente com a segunda dose, a dose única e a dose de reforço.

Para ampliar a cobertura vacinal, a administração municipal informou que está realizando busca ativa das pessoas que ainda não iniciaram a vacinação ou deixaram de tomar a segunda dose na data prevista. Para chegar a essas pessoas, a prefeitura utiliza diversos meios de comunicação, inclusive as redes sociais. A busca ativa é uma das medidas recomendadas pelo TCE-PR para ampliar o índice de vacinação em todo o estado.

Excesso de doses

A Prefeitura de Almirante Tamandaré argumentou que o suposto baixo índice de aplicação (que era de 67% em 22 de setembro, segundo o registro no SI-PNI) foi causado, na verdade, devido ao recebimento de 14.470 doses além do necessário. Esse volume já foi devolvido à Segunda Regional da Secretaria de Estado da Saúde.

De acordo com a prefeitura, até aquela data, esse município da Região Metropolitana de Curitiba havia aplicado 101.242 doses da vacina contra a Covid-19, volume correspondente a 74,10% das 136.620 doses efetivamente recebidas. A Secretaria Municipal da Saúde mantinha em estoque um total de 25.432 vacinas destinadas à segunda dose da imunização, aguardando a data agendada para a aplicação.

Mapa da vacinação

A fiscalização do TCE-PR sobre o processo de vacinação foi iniciada ainda em janeiro deste ano, assim que as primeiras doses de imunizantes contra o coronavírus começaram a ser distribuídas e aplicadas na população. Os principais objetivos do Tribunal são garantir um processo de vacinação ágil, eficaz e que respeite a ordem de prioridade estabelecida pelas autoridades de saúde. A situação dos 399 municípios paranaenses em relação à aplicação das doses de vacinas recebidas pode ser conferida em um mapa, acessado aqui.

 

 

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