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Unioeste e delegacia da Mulher de Cascavel fazem parceria para amparar mulheres vítimas de violência

Projeto de extensão da Unioeste “Fortalecendo Vidas Ressignificando os Direitos da Mulheres” pretende amparar mulheres que são vítimas de violência para além da questão jurídica.

08/10/2021 às 08h26 Atualizada em 08/10/2021 às 08h40
Por: Giovanna Trevelin Fonte: Unioeste
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foto: Unioeste
foto: Unioeste

Nessa segunda-feira (04), a parceria entre a Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) e a Delegacia da Mulher de Cascavel se firmou. O curso de manicure para mulheres vítimas de violência doméstica, que são atendidas na Delegacia da Mulher de Cascavel, é uma das ações que faz parte do projeto de extensão da Unioeste “Fortalecendo Vidas Ressignificando os Direitos da Mulheres”, coordenado pela professora Janete Ritter. A proposta tem quatro eixos principais de atuação: o da educação, trabalhos artesanais, saúde e profissionalizantes. “A nossa ideia é amparar essa mulher vítima de violência para além da questão jurídica”, comentou a professora, lembrando que as atividades do projeto tiveram inicio no ano passado com a realização gratuita de mamografia.

Nesta primeira etapa, o curso que é totalmente gratuito, devido a pandemia, é ofertado para 20 mulheres que, durante 5 a 6 semanas, terão aulas todas às segundas, terças e quartas-feiras, das 13h30 e 15h30, na sede da Delegacia.

“Temos vagas para 40 mulheres mas para mantermos todos os protocolos de segurança devido à Covid ofertamos 20 vagas nesse primeiro momento”, explicou a coordenadora salientando ainda que as alunas poderão atender em suas comunidades com os kits doados e sob orientação da professora. “Além disso, o projeto conseguiu parceria com empresário de Cascavel para compra dos materiais com desconto para que essas mulheres possam continuar trabalhando”.

Janete comentou também que o projeto  vem sendo discutido e planejado desde 2019, quando a delegada procurou a Universidade para pensar numa ação conjunta para atender essas mulheres em situação de vunerabilidade.

“Criamos este eixo no projeto pensando em como ajudar essas mulheres adquirirem sua independência financeira para que possam se libertar do agressor”.

O projeto tem uma amplitude maior, segundo a professora, e atenderá várias áreas, ou seja, promovendo ações como a criação de brinquedoteca na delegacia para os filhos das vítimas de agressão. A Unioeste ainda está na busca de outras parcerias para realizar cursos na área de alimentação, de solda e da construção civil. “Também estamos realizando rodas de conversa para escutar e de alguma forma amparar essas mulheres”.

 

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