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Lei que impede despejos por falta de aluguel foi promulgada

Promulgação da Lei nº 14.216/2021 garante que despejos por falta de aluguel sejam suspensos até o fim do ano.

08/10/2021 às 14h27
Por: Giovanna Trevelin Fonte: Agência Brasil
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O locatário deve comprovar que sua situação financeira mudou em razão das medidas de enfrentamento da pandemia. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O locatário deve comprovar que sua situação financeira mudou em razão das medidas de enfrentamento da pandemia. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Em razão de mais um ano pandêmico, foi promulgada a lei que proíbe o despejo ou a desocupação de imóveis comerciais ou residenciais até o fim de 2021. A medida havia sido vetada por Jair Bolsonaro em agosto, mas o veto foi derrubado pelo Congresso no mês passado.

Lei nº 14.216/2021 foi publicada no Diário Oficial da União e inclui, nessa suspensão, ordens de despejos proferidas antes mesmo do período de calamidade pública, que entrou em vigor em 20 de março de 2020.

Para isso, o locatário deve comprovar que sua situação financeira mudou em razão das medidas de enfrentamento da pandemia, ocasionando prejuízo à subsistência da família e impossibilitando o pagamento do aluguel e dos demais encargos. A lei se aplica aos contratos de aluguel até R$ 600, no caso de locação residencial, e de R$ 1,2 mil para imóveis comerciais.

O texto também suspende os atos judiciais, extrajudiciais ou administrativos que imponham a desocupação ou a remoção forçada coletiva de imóveis urbanos, privados ou públicos. Nesse caso, não serão adotadas medidas preparatórias ou negociações para efetivar eventual remoção, e a autoridade administrativa ou judicial deverá interromper os processos em curso.

A medida atinge as decisões editadas ou proferidas desde 20 de março do ano passado. A regra não vale para as ocupações ocorridas após 31 de março de 2021 ou para as desocupações já concluídas.

Após 31 de dezembro de 2021, o Poder Judiciário deverá realizar audiência de mediação entre as partes, com a participação do Ministério Público e da Defensoria Pública, nos processos de despejo, remoção forçada e reintegração de posse coletivos que estejam em tramitação.

 

 

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