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Agricultura Meio Ambiente

Região Oeste do Estado desenvolve tecnologias sustentáveis

IDR-PR atua para difundir sistema sustentável de produção de hortaliças no Oeste.

14/10/2021 às 15h02 Atualizada em 14/10/2021 às 15h12
Por: Giovanna Trevelin Fonte: Agência de Notícias do Paraná
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Na região de Cascavel, um expedição de campo mostrou aos olericultores do Oeste as vantagens e soluções para problemas surgidos durante a implementação do sistema. Foto: IDR-PR
Na região de Cascavel, um expedição de campo mostrou aos olericultores do Oeste as vantagens e soluções para problemas surgidos durante a implementação do sistema. Foto: IDR-PR

O IDR-Paraná (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná-Iapar-Emater) investe em práticas capazes de difundir tecnologias sustentáveis para a produção agrícola. Com a intenção de reafirmar esse propósito, o Sistema de Plantio Direto de Hortaliças (SPDH) atua no desenvolvimento dessas práticas que são direcionadas aos aos agricultores.

Na região de Cascavel, um expedição de campo mostrou aos olericultores do Oeste as vantagens e soluções para problemas surgidos durante a implementação do sistema. Na propriedade de Deison Gross, técnicos e produtores de diversos municípios puderam observar uma área de aproximadamente três hectares com um bom resultado a partir da implantação do SPDH. A área tem cultivos diversos, com predominância do repolho, e possui uma boa cobertura de solo, com o uso de aveia.

Os engenheiros agrônomos Erivan de Oliveira Marreiros e Luiz Carlos Retcheski Junior destacaram os pontos mais importantes para o sucesso do sistema. Segundo eles, o manejo do solo, o uso de plantas de cobertura, equipamentos adequados, o manejo da cobertura e a qualidade das mudas a serem cultivadas são fundamentais no SPDH e no sistema agrícola do Paraná.

O produtor foi assessorado pelos servidores do IDR-Paraná em todas as etapas da implantação do cultivo. De acordo com Deison, até o momento houve economia na mão de obra, principalmente com capinas. O agricultor fazia até três operações para livrar os cultivos das plantas invasoras. Agora, uma capina resolve.

Ele também diminuiu o controle de pragas e verificou que a qualidade das olerícolas melhorou.

"A receita bruta obtida com a atividade gira em torno de R$ 200 mil por ano", disse.

Segundo o IDR-Paraná, o SPDH contribui para o aumento gradativo do teor de matéria orgânica no solo, o que reflete em maior produtividade e mais qualidade do produto final, bem como menos gastos com fertilizantes ao longo do tempo. O número de produtores que adotaram a tecnologia vem aumentando gradativamente.

"Não tenho dúvida de que a tecnologia será implementada pela maioria dos olericultores da região Oeste em médio e longo prazo", disse o agrônomo Erivan.

Ele lembra que o SPDH segue três princípios básicos: o revolvimento localizado do solo, restrito às covas ou pequenos sulcos; a diversificação de espécies pela rotação de culturas, também chamadas de plantas de cobertura para produção de palhada; e a cobertura permanente do solo.

 

 

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