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Desigualdade social acentua a falta de saneamento básico e dificulta o combate à Covid

Segundo o UNICEF, 3 em cada 10 pessoas não têm instalações básicas para lavar as mãos em casa.

15/10/2021 às 15h49 Atualizada em 15/10/2021 às 16h02
Por: Giovanna Trevelin Fonte: ONU Brasil
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Nos países menos desenvolvidos seis em cada dez pessoas vive sem acesso à higiene básica das mãos. Foto: © Mauricio Bisol/UNICEF
Nos países menos desenvolvidos seis em cada dez pessoas vive sem acesso à higiene básica das mãos. Foto: © Mauricio Bisol/UNICEF

Hoje, dia 15, também se comemora o Dia Mundial de Lavagem das Mãos. Considerando as inúmeras demandas que envolvem a data, o UNICEF chama atenção para o fato de que, globalmente, três em cada dez pessoas – ou 2,3 bilhões – não têm acesso a instalações básicas de lavagem das mãos com água e sabão em casa, incluindo 670 milhões de pessoas sem qualquer instalação. 

Os dados mais recentes mostram que algum progresso foi alcançado desde 2015. Por exemplo, a população global com acesso à higienização básica das mãos em casa aumentou de 5 bilhões para 5,5 bilhões, ou de 67% para 71%. No entanto, se as tendências atuais persistirem, 1,9 bilhão de pessoas ainda não terão acesso à higienização básica das mãos até o final desta década.

Embora lavar as mãos com sabão seja fundamental na luta contra doenças infecciosas, incluindo a COVID-19, mundialmente o acesso a um saneamento básico não está ao alcance de todos. A situação é pior nos países menos desenvolvidos, com mais de seis em cada dez pessoas sem acesso à higiene básica das mãos, alertou o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) no Dia Mundial de Lavagem das Mãos.

“Os esforços de resposta global à pandemia criaram um momento sem precedentes para a higiene das mãos. No entanto, o progresso continua lento para as comunidades mais vulneráveis e carentes. A higiene das mãos não pode ser vista como uma provisão temporária para gerenciar a COVID-19. Outros investimentos de longo prazo em água, saneamento e higiene podem ajudar a prevenir a próxima crise de saúde. Isso também significa menos pessoas adoecendo com infecções respiratórias, menos crianças morrendo de doenças diarreicas e mais mães grávidas e recém-nascidos protegidos de doenças evitáveis como a sepse”, disse a diretora global de Água, Saneamento e Higiene do UNICEF, Kelly Ann Naylor. 

Os dados mais recentes mostram que algum progresso foi alcançado desde 2015. Por exemplo, a população global com acesso à higienização básica das mãos em casa aumentou de 5 bilhões para 5,5 bilhões, ou de 67% para 71%. No entanto, se as tendências atuais persistirem, 1,9 bilhão de pessoas ainda não terão acesso à higienização básica das mãos até o final desta década.

De acordo com as últimas estimativas:

  • Globalmente, três em cada dez pessoas – ou 2,3 bilhões – não têm acesso a instalações básicas de lavagem das mãos com água e sabão em casa, incluindo 670 milhões de pessoas sem qualquer instalação. Nos países menos desenvolvidos, mais de seis em cada dez pessoas não têm instalações básicas de higiene das mãos em casa.

  • Duas em cada cinco escolas em todo o mundo não têm serviços básicos de higiene com água e sabão, afetando 818 milhões de estudantes, dos quais 462 milhões frequentam escolas sem nenhuma instalação. Nos países menos desenvolvidos, sete em cada dez escolas não têm lugar para as crianças lavarem as mãos.

  • Um em cada três estabelecimentos de saúde em todo o mundo não possui instalações de higiene das mãos em pontos de atendimento onde o profissional de saúde e o tratamento envolvem o contato com o paciente.

  • O custo para fornecer higiene das mãos para todas as casas em 46 dos países menos desenvolvidos do mundo até 2030 é estimado em US $ 11 bilhões*. O custo para os governos para promoção da higiene é estimado em 25 centavos per capita por ano.

Desigualdades profundas existem entre os países e dentro deles em relação ao acesso e ao progresso, com as crianças e famílias mais vulneráveis sofrendo mais. Além disso, em ambientes frágeis, afetados por conflitos e refugiados, o progresso é especialmente lento:

  • Em contextos frágeis, uma em cada cinco pessoas não tem instalações para higienização das mãos em casa.

  • Em 8 dos 20 países para os quais a Agência da ONU para Refugiados (Acnur) possui dados, mais de 30% das famílias de refugiados não têm acesso a sabão.

  • Globalmente, as taxas de progresso atuais devem quadruplicar para que a higiene universal seja alcançada até 2030. Nos países menos desenvolvidos, a taxa de progresso precisaria aumentar dez vezes, e, em contextos frágeis, seria necessário acelerar por um fator de 23.

O UNICEF pede aos governos que se comprometam a fornecer higiene das mãos, não como uma resposta temporária à pandemia, mas como um investimento em saúde pública e resiliência econômica. 

O último relatório conjunto do UNICEF e da OMS (disponível somente em inglês) identifica cinco aceleradores que podem permitir que os governos aumentem rapidamente o acesso à higiene das mãos, incluindo boa governança, finanças públicas inteligentes, capacitação, dados consistentes e inovação.

 

  • Download de conteúdo multimídia aqui.
  • Leia o último relatório sobre lavagem de mãos aqui.

 

 

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