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Do Lado de Lá

A vida no Além depende da semeadura no Aquém.

14/05/2022 às 09h00 Atualizada em 14/05/2022 às 12h50
Por: Roberto C. P. Junior Fonte: O Dia Sem Amanhã
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Do Lado de Lá

“O que vou encontrar depois da morte?”

Uma temerosa e curiosa pergunta que todos, ou quase todos, seguramente já se fizeram alguma vez na vida. Pelo menos aqueles que acreditam numa vida além da matéria, ou na continuação da consciência, de alguma maneira, depois da morte terrena.

A primeira coisa que encontraremos do lado de lá são os frutos de nosso plantio mais imediato aqui na Terra. Nada diferente. Nós mesmos produzimos aqui o material com que é formado o mundo em que adentraremos por primeiro após a nossa morte. Esse material de construção são as ações, as palavras, os pensamentos e as intuições. Lá não alcança mais o raciocínio cismador, ao contrário, tudo é vivenciado instantaneamente de modo total. Desse modo, torna-se evidente a cada um a espécie, boa ou má, das sementes que plantou na vida terrena.

Nesses planos do Além não há mais nenhuma distinção artificial de qualquer espécie, nenhuma diferenciação medida em valores terrenos. Lá não há mais ideologias, não há hinos nem bandeiras, não há dinheiro nem honrarias. Lá não há cristãos, judeus, muçulmanos, espíritas, hinduístas, budistas ou xintoístas, mas tão somente almas humanas. Simples almas humanas, que têm de prestar contas de como utilizaram o tempo a elas concedido na Terra.

Mas... e depois? O que acontece após esse tempo de vivências e de reconhecimentos? As pessoas de boa vontade continuam a progredir normalmente rumo à sua pátria espiritual, a não ser que... tenham dado guarida no íntimo a algum conceito de crença falsa. Nesse caso, sua ascensão será sustada, pois não é possível elevar-se espiritualmente com essa carga de erro pesando na alma.

Assim é que para milhares, milhões, centenas de milhões, o caminho no Além é impedido num bem determinado local. Encontram eles um obstáculo intransponível à continuação de sua ascensão espiritual, na forma de uma fileira de grossas e rígidas barras que se estendem a perder de vista. Essas barras são a expressão formada no mundo da matéria fina de toda a crença errônea, as quais detêm rigorosamente as almas naquela região próxima à Terra e as impedem de ascender a mundos mais leves e luminosos.

Lá se encontram, lado a lado, todos aqueles que aceitaram irrefletidamente conceitos de fé cega diametralmente opostos à Vontade do Onipotente. O conjunto de todos eles forma uma grande igual espécie comum e errada, e por isso estão todos juntos lá, não obstante a diversidade dos erros. São os que acharam mais cômodo sujeitarem-se a múltiplos dogmas do que despender um único esforço sincero de melhoria interior, de aprimoramento espiritual. Que acreditaram que o assassinato de um Filho de Deus os teria livrado de seus pecados e lhes aplainado o caminho até o Paraíso. Que supuseram que o Todo-Poderoso tem necessidade de um intermediário qualquer entre Ele e Suas criaturas. Que presumiram que seus conhecimentos místico-ocultistas funcionariam como uma espécie de salvo-conduto nos mundos do Além. Que imaginaram que a quantidade de orações proferidas mecanicamente, sem nenhuma intuição espiritual, seria levada em alta conta do outro lado da vida. Etc, etc, etc...

Esse é o retrato sem retoques da vida no “País da Penumbra”, região para onde vão todos os que se consideravam na Terra especialmente fiéis a seu Criador, mas que na realidade eram fiéis apenas a alguma instituição terrena e à sua própria indolência. Fiéis, em última instância, somente a si mesmos.

Diz Abdruschin em sua Mensagem do Graal, na dissertação “O País da Penumbra”:

“Passamos por densas filas. É como se não tivessem fim. Não centenas de milhares, mas milhões! São todos aqueles que na Terra se julgavam rigorosos 'fiéis'. Quão diferente haviam imaginado tudo! Acreditavam que seriam aguardados de modo alegre, respeitosamente bem-vindos.

Bradai-lhes: ‘De que vos valem, fiéis, as vossas preces, se não deixastes a Palavra do Senhor se tornar ação, naturalidade, em vós próprios!

O vislumbre róseo ao longe é a saudade do reino de Deus, que arde dentro de vós! Tendes dentro de vós a saudade dele, mas obstruístes o caminho para lá com formas rígidas de concepções falsas, as quais vedes agora diante de vós como barras que impedem igual a uma grade! Deixai cair aquilo que assimilastes de concepções errôneas durante a existência terrena, aquilo que construístes para vós próprios nesse sentido! Lançai fora tudo e ousai levantar o pé livremente em prol da Verdade, como ela é, em sua grande e simples naturalidade! Então estareis livres para o alvo de vossa saudade!

Mas vede, não ousais devido ao constante medo; poderia estar errado talvez o que assim fazeis, porque até aqui pensastes diferentemente! Com isso vos tolheis e tendes de permanecer onde estais, até ser demasiado tarde para o prosseguimento e terdes de sucumbir com a destruição! Nisso nada vos poderá ser auxiliado, se vós próprios não começardes a deixar o errado para trás de vós!’”

Triste, sumamente triste, o destino de um ser humano que permite que a preguiça de seu espírito dite sua maneira de viver, tanto aqui como acolá. Indolência é sempre danosa, sempre nociva, muito mais do que se supõe. A terrena é a causa de muitos males físicos e anímicos, mas a espiritual tem o poder de impedir para sempre o ingresso na verdadeira pátria.

Roberto C. P. Junior

(Conheça as obras publicadas pela Ordem do Graal na Terra.)

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Sobre Roberto C. P. Junior é espiritualista, mestre em ciências, membro da Academia de Letras e Artes de Portugal e autor de seis obras, dentre as quais: O Dia Sem Amanhã, O Filho do Homem na Terra e Jesus Ensina as Leis da Criação, todas publicadas pela Ordem do Graal na Terra, da qual é membro –> bit.ly/livros-OGT. É responsável pela página "O Dia Sem Amanhã" no Facebook, pelo blog odsa.com.br e canal bit.ly/ODSA-YT.
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