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Pedágio no Paraná Estradas

Novo modelo de pedágio no Paraná volta a ser discutido em audiência pública

Maioria dos participantes da reunião, entre eles os deputados estaduais, afirmam que o pedágio será benéfico para o desenvolvimento do Sudoeste

19/02/2021 16h15 Atualizada há 7 dias
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Por: Thiago Willian Fonte: Assembleia Legislativa do Paraná
Foto: Dálie Felberg/Alep
Foto: Dálie Felberg/Alep

A busca de um novo modelo de pedágio, que garanta boas estradas, duplicadas, e tarifas justas, foi o tema de uma audiência pública da Frente Parlamentar sobre o Pedágio da Assembleia Legislativa do Paraná, realizada nesta sexta-feira (19) em Francisco Beltrão, região Sudoeste do estado, no auditório da Associação dos Municípios do Sudoeste (Amsop). A instalação de praças de pedágio na região gera incerteza na população, mas a maioria dos participantes da reunião, entre eles os deputados estaduais, sabem que o pedágio será benéfico para o desenvolvimento do Sudoeste, desde que com tarifas justas, que não onerem ainda mais a cadeia produtiva.

O encontro foi presidido pelo deputado Ademar Traiano (PSDB), presidente da Assembleia, acompanhado do coordenador da Frente Parlamentar, deputado Arilson Chiorato (PT), e teve a presença de um grande número de deputados, prefeitos, vereadores, lideranças e representantes de entidades do setor produtivo.

Traiano, que atuou de forma a mediar o encontro, enfatizou a importância crucial do setor produtivo do Paraná no contexto brasileiro, e destacou que não é possível que o pedágio continue sendo um entrave à realização plena de todo nosso potencial praticando preços abusivos. “Precisamos de boas estradas. Estradas duplicadas, com tarifas condizentes. Precisamos valorizar o setor produtivo com estradas boas e com tarifas justas. Encontrar uma fórmula que atenda a todos é o desafio que estamos enfrentando aqui”, destacou. 

“A modelagem desse novo modelo de concessão de estradas foi todo ele formulado pelo Governo Federal. Agora, o que se está fazendo com essas audiências públicas, é buscar alternativas a esse projeto, através da via política, para permitir um novo modelo dentro daquilo que todo mundo deseja. O que se quer são boas estradas, obras que iniciem rapidamente, combinadas com tarifas condizentes. A Assembleia está contribuindo, fazendo audiências públicas por todo o Paraná, para propiciar uma ampla discussão do tema por toda a sociedade. A Assembleia vai ter de aprovar esse novo modelo para que ele possa entrar em vigência”, pontuou citando como exemplo a rodovia estadual PR-280, uma das duas rodovias onde devem ser instaladas praças de pedágio pelo desenho do Governo Federal. “Lembro da nossa PR-280 aqui no Sudoeste, importante corredor que liga a nossa região a todo o estado e que será beneficiada com a nova modelagem. E como é estadual, vai passar pela votação na Assembleia”, afirmou.

Serão 140 km de rodovias pedagiadas no Sudoeste, que não possui praças de pedágio na concessão atual. Para Traiano, existe um consenso de que o pedágio é necessário. “A questão é encontrar uma fórmula que atenda as demandas da população e do setor produtivo por infraestrutura, boas estradas, com um uma modelagem que não imponha um custo excessivo que prejudique a produção e os usuários como o que vivemos nas últimas décadas. O papel da Assembleia é fazer a mediação entre os usuários, o Governo Federal, e as empresas”, disse. 

Sudoeste - Diversos parlamentares participaram do debate. Boa parte, do próprio Sudoeste. Caso da deputada Luciana Rafagnin (PT). Para ela, o custo do pedágio está ligado à geração de empregos na região. “Tenho certeza que o diálogo vai permanecer, principalmente na questão logística, porque precisamos dar segurança e também viabilidade a economia da nossa região.

O alto custo do pedágio pode inviabilizar inclusive a geração de empregos, porque interfere na economia dos municípios”, disse.

Nelson Luersen (PDT) lembrou que onde não há praças de pedágio, a população é contrária a instalação. E que, por esse motivo, a participação da comunidade é fundamental. “É importante que a população participe desse debate e tenha conhecimento do que representa a implementação de praças de pedágio. Cabe a nós explicarmos e lutar para uma tarifa justa. Essa é uma luta de todos os paranaenses”.

“Estão previstas duas praças aqui no Sudoeste e o valor da tarifa ficaria, em média, em R$ 6,00. Para o trabalhador e para a indústria aqui da nossa região, será um custo alto. Por isso, não podemos aceitar esse modelo híbrido proposto pelo Governo Federal”, disse o deputado Paulo Litro (PSDB).

Outro deputado, Luiz Fernando Guerra (PSL), citou a PR-280 que precisa urgente de melhorias para maior segurança de todos. “Falo em prol da PR-280, nosso principal corredor viário do Sudoeste, que necessita de melhorias.  Queremos tarifas justas e um retorno do investimento em obras, o que tenho certeza que vai acontecer a partir de uma reunião com tantas lideranças aqui no nosso Sudoeste“.

Ex-prefeito de Francisco Beltrão, o deputado Reichenbach (PSC) diz que, por ser um tema complexo, é preciso olhar com moderação para o pedágio. “Como nós vamos votar, é necessária muita responsabilidade para não onerar ainda mais o Paraná”.

Também nascido na região, o deputado Delegado Recalcatti (PSD) pediu atenção especial ao desconto prometido no modelo proposto, que, segundo o parlamentar, não é real.  Ele também defende um contrato mais curto. “Sou contra o prazo de 30 anos para o contrato. Acho que precisaria de uma revisão constante. Defendemos um pedágio coerente”.

O retorno justo dos investimentos nas melhorias das rodovias é defendido pelo deputado Subtenente Everton (PSL). “O povo precisa cobrar os investimentos necessários, afinal o dinheiro não vem dos governos, mas do próprio povo”.

Professor Lemos (PT) voltou a pedir que a sociedade se mobilize e impeça as audiências deliberativas que serão realizadas pela ANTT para tratar do modelo que será adotado no Paraná. “Não podemos deixar que essa proposta avance. Temos que suspender essas audiências para deixar claro ao Governo Federal que não aceitamos este modelo”, reafirmou.

A força da mobilização, segundo deputado Anibelli Neto (MDB), será a diferença nesse novo processo do pedágio, algo que segundo ele não aconteceu há 24 anos com a atual concessão que vence neste ano. “Com a criação da Frente Contra a Renovação das Tarifas de Pedágio, há quatro anos, tivemos avanços. Desta vez, com tanta mobilização, acredito que não será diferente”.

Segundo o deputado Evandro Araújo (PSC), há uma impressão de que o pedágio no Paraná se tornou um negócio para as empresas. “Não é exagero dizer que o pedágio no Paraná é um caso de polícia. Por isso, não queremos essa repetição do antigo modelo. Queremos mais descontos daqui para frente”.

Mesmo pensamento tem o deputado Tião Medeiros (PTB), que acredita que com o apoio e união das lideranças estaduais e federais, é possível resolver esse impasse, porque o futuro é hoje. “Que essa “pegadinha” chamada de degrau tarifário não persista. Vamos lutar contra esse modelo”.

Já o deputado Gugu Bueno (PL) acredita que a boa relação entre o governo estadual e o Governo Federal vai permitir uma negociação no modelo proposta e que fique benéfico para todos. “Ouvi o presidente se comprometendo com o governador Ratinho Junior a dar atenção especial ao assunto. Não é um momento para fazer política partidária ou ideológica e ele tem esse compromisso “, afirmou.

A participação de representantes do estado na esfera federal na audiência veio com os deputados federais Schiavinato (PSB) e Aliel Machado Aliel (PSB) e o senador Flavio Arns (REDE), que também se comprometeram a apoiar o modelo pela menor tarifa.

Outras presenças - Participaram de forma remota da audiência pública a deputada Mabel Canto (PSC) e os deputados Soldado Fruet (PROS), Delegado Jacovós (PL) e Tadeu Veneri (PT).

 

Leia também: Valter Pitol se posiciona sobre Pedágios no Paraná

 

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